Algodão reage com demanda ainda forte

Após a queda de 4,4% na sexta-feira, os preços do algodão voltaram a subir na Bolsa de Nova York. Ontem, o contrato da fibra para entrega em dezembro terminou o pregão em alta de 3,19%, cotado a 113,37 centavos de dólar por libra-peso. A reação se deve a um movimento de compras. Participantes do mercado haviam programado compras que deveriam ocorrer automaticamente quando os preços subissem e alcançassem determinados níveis de preço - a partir dos 110,50 cents/lb. Esse movimento se intensificou ao longo do dia e puxou a forte valorização. Segundo analistas, a alta da commodity também pode ser explicada pela tentativa dos traders de estabilizar o mercado do algodão em níveis elevados de preço. Isso porque a demanda global continua muito forte - especialmente por parte da China, maior consumidor e produtor mundial de algodão, e que teve problemas em sua safra. Outro importante fator foi a queda do dólar frente a uma cesta de moedas. Quando isso ocorre, as matérias-primas ficam mais baratas para investidores que usam essas outras moedas. Assim, outras commodities negociadas em Nova York também tiveram desempenho positivo. É o caso do açúcar, que avançou 1,92%. Além do dólar, analistas disseram que o clima seco em áreas de produção de açúcar no Brasil deixa o mercado mais cauteloso diante de um eventual desequilíbrio entre oferta e demanda internacional.

Análise: Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2010 | 00h00

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