Algodão sobe com clima seco no Texas e na Índia

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h07

Preocupações com o clima seco no oeste do Estado americano do Texas e em áreas produtoras de algodão da Índia impulsionaram as cotações da fibra ontem na Bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam em alta de 3,30%, a 77,30 centavos de dólar por libra-peso. Embora tenha chovido no Texas nos últimos dias, ainda não há uma avaliação se o volume foi suficiente para que as lavouras recuperassem a umidade considerada ideal.

Na Índia, as chuvas de monções atrasaram, o que pode prejudicar a produção. O país é um grande exportador de algodão e está avaliando a possibilidade de restringir os embarques para conter os preços no mercado interno. "Se a Índia decidir segurar as exportações, pode ter um impacto enorme no mercado", declarou o analista Mike Stevens à agência Dow Jones. Embora nos últimos meses as cotações internacionais da fibra tenham caído, em decorrência da ampla oferta global, o cenário atual vem estimulando a atuação de fundos de investimento e especuladores que visam a obter lucros no curto prazo.

Na Bolsa de Chicago, os preços dos grãos subiram com força. Uma expedição que avalia a safra dos Estados Unidos - a Pro Farmer Crop Tour - vem identificando queda expressiva da produtividade de milho e soja em relação ao ano passado. Isso dá suporte aos preços. A soja fechou em alta de 2,91% e o milho subiu 1,82%. O trigo acompanhou o desempenho dos outros mercados. Também reagiu a preocupações com o clima na Austrália, na Índia e na Rússia.

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