Algodão volta a cair com desaceleração da China

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2012 | 03h09

A perspectiva de menor demanda da China pressionou as cotações do algodão ontem na Bolsa de Nova York. Nesta semana o banco HSBC mostrou que a atividade industrial do país está desacelerando e com isso aumentaram as preocupações em relação à demanda da segunda maior economia do planeta. No caso do algodão, os chineses são os maiores produtores da fibra mas também os principais importadores. Como os preços da commodity já estão pressionados pela previsão de ampla oferta e menor demanda, qualquer sinal de redução do consumo chinês pesa sobre os preços. O contrato do produto para entrega em dezembro recuou 2,07%, a 75,21 centavos de dólar por libra-peso.

A possibilidade de uma tempestade tropical se transformar em furacão e danificar pomares de laranja na Flórida fez com que o preços do suco de laranja para entrega em setembro fechassem em alta de 1,83% na Bolsa de Nova York. Mas os contratos com vencimentos mais longos fecharam em queda, refletindo a expectativa de oferta superior à demanda.

Já o café subiu 0,63%, após quedas recentes. O analista Jack Scoville, da corretora Price Futures Group, disse à agência Dow Jones que o mercado tende agora a acompanhar a colheita da América Central, que pode apresentar produtividade menor do que esperado. Por outro lado, as cotações seguem pressionadas pela grande produção do Brasil, principal exportador. Entre os grãos, a soja fechou em alta (0,96%), enquanto milho (-0,77%) e trigo (-0,70%) caíram.

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