Aliados e oposição vão protestar contra MP 443, prevê Jucá

Medida autoriza o BB e a Caixa a adquirirem o controle acionário de instituições financeiras privadas

Christiane Samarco, da Agência Estado,

22 de outubro de 2008 | 12h18

O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu nesta quarta-feira, 22, que haverá protestos de parlamentares aliados do governo e de oposicionistas contra a edição da Medida Provisória (MP) 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem o controle acionário de instituições financeiras, inclusive bancos privados. Jucá comentou, porém, que considera "natural a chiadeira". "Sem chiadeira, não tem graça", disse.   Veja também: Governo autoriza estatização de instituições privadas no País Íntegra da MP no Diário Oficial  Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, estiveram na terça-feira em audiência pública na Câmara dos Deputados falando sobre a crise financeira internacional e seus efeitos no Brasil e nada disseram aos parlamentares sobre a MP que seria publicada nesta quarta. Jucá defendeu Mantega e Meirelles das queixas dos parlamentares contra a surpresa: "Muita coisa não pode ser discutida, para não haver especulação (no mercado)", afirmou o senador.   Jucá afirmou também que, de acordo com as regras democráticas, as medidas provisórias "não são dogmas imutáveis", podendo ser alteradas no Congresso: "As MPs são instrumento normal de política financeira. O governo está aberto a contribuições."   O senador observou, também, que as autoridades econômicas já haviam avisado que tomariam as medidas que considerassem necessárias para administrar no País os efeitos da crise financeira internacional.

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