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Aliança Chávez-Morales freia acordos com UE, diz jornal

O jornal espanhol El País afirma em sua edição desta quinta-feira que a aliança entre o presidente da Bolívia, Evo Morales, e o líder da Venezuela, Hugo Chávez, "freou acordos entre a União Européia e a América Latina".O diário afirma que a quarta cúpula entre o bloco europeu e os países latino-americanos, que tem início nesta quinta, começa "sob a influência da dupla Chávez-Morales", o que, de acordo com o jornal, "dificulta a busca de um acordo" entre a União Européia e a Comunidade Andina, à qual pertence a Bolívia, e da qual acaba de sair a Venezuela, que se juntou ao Mercosul.O El País comenta que "o próprio Mercosul tampouco consegue fechar um acordo transatlântico" e acrescenta que "Colômbia, Peru e Equador estão descontentes com a paralisação dos acordos com a União Européia".O diário conclui que, apesar de todos os contratempos, a União Européia procurará "dar impulso político à negociação com o Mercosul que foi interrompida".Chávez, o rei latino-americano Com o título de "Esqueça Castro: Conheça o novo rei da América Latina", o diário britânico The Times afirma que o líder venezuelano está "usando a riqueza petrolífera da Venezuela para influenciar seus amigos e irritar seus vizinhos".De acordo com jornal, Chávez vem procurando irritar o presidente americano, George W. Bush, buscando promover alianças militares com o Irã e a Coréia do Norte, dois do que o jornal chama de "o chamado eixo do mal do presidente Bush".O diário afirma que o presidente da Venezuela já investiu mais de US$ 16 bilhões em 36 países - a maior parte deles latino-americanos - desde que tomou posse, há sete anos e meio. Segundo o Times, Chávez destinou desde US$ 1 bilhão por ano em petróleo para Cuba, "efetivamente substituindo a União Soviética" e até "financiou desfiles de samba no Brasil" .Hugo Chávez é também tema do diário econômico britânico Financial Times. Segundo o jornal, Chávez está realizando "uma turnê mundial movida a petróleo" enquanto seu país faz um "lento progresso" em relação a temas sociais.De acordo com o Financial Times, enquanto o líder venezuelano "acumula milhagem aérea", sua administração registra "índices sociais e econômicos frágeis". Na área de moradia, o jornal afirma que Chávez só construiu 34% das moradias populares que tinha como meta. Segundo o jornal, a Venezuela tem um déficit de moradias de 1,6 milhão.Mas o diário acrescenta que as perspectivas de Chávez nas eleições presidenciais venezuelanas, marcadas para dezembro, são boas, uma vez que "os lucros gerados pelo petróleo permitem ao presidente gastar quase que sem restrições, até nos programas mais ineficientes".

Agencia Estado,

11 de maio de 2006 | 10h04

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