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Alibaba pode ter IPO histórico

Acontece nesta semana a esperada abertura de capital do Alibaba, gigante do e-commerce, que tem 80% do mercado de compras virtuais na China. À medida o início da negociação das ações se aproxima, a imprensa internacional antecipa um recorde histórico para o IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da companhia.

O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2014 | 02h03

Embora o Alibaba tivesse a intenção de levantar US$ 21,1 bilhões com a oferta, com a ação ficando entre US$ 60 e US$ 66, o jornal The New York Times avaliou no fim de semana que o valor deve superar este patamar, considerando o interesse dos investidores. O preço final das ações deverá ser conhecido na quinta-feira, véspera do início das negociações nos Estados Unidos.

Se isso realmente ocorrer, o Alibaba se tornará a maior abertura de capital da história, superando a do Banco da Agricultura da China, que levantou US$ 22,1 bilhões há quatro anos. Além disso, ficará acima de todas as grandes empresas de tecnologia, incluindo o Facebook, que levantou US$ 16 bilhões há dois anos.

Um dos beneficiados com o interesse bem maior do que o esperado pelo Alibaba será um dos "patinhos feios" da internet, o Yahoo. As expectativas eram de que a companhia americana levantasse entre US$ 8 bilhões e US$ 15 bilhões com a sua fatia no Alibaba, avaliada em mais de US$ 160 bilhões. Com o interesse forte pelo site chinês, os ganhos do Yahoo certamente ficarão nos patamares mais altos das projeções.

Nos últimos dias, Wall Street foi marcada por uma correria de investidores tentando reservar ações. Isso porque, diante do forte interesse, o período de "pedidos" do papel deverá se encerrar já na quarta-feira.

 'Falência da Giroflex foi oportunidade para buscar vendedor'   

O empresário Pascoal Iannoni, diretor da fabricante de cadeiras descritório Flexform, encontrou uma oportunidade para reestruturar sua equipe de vendas neste ano. Com a falência da Giroflex, uma de suas maiores concorrentes, a Flexform aproveitou talentos da concorrência.

As duas empresas tinham tamanhos parecidos. A Flexform diz faturar R$ 160 milhões por ano e ter fatia de mercado de 13%. A Giroflex era um pouco maior e declarava faturar R$ 200 milhões. Leia a seguir a entrevista com Iannoni:

Como a Flexform aproveitou o falência da Giroflex para crescer?

Mantivemos nossos planejamento estratégico, que já previa investimentos, mas aproveitamos a oportunidade para redesenhar nossa estrutura comercial. Tínhamos uma boa rede de vendas, mas a nossa visão era de que ela podia ser melhor. Aproveitamos o momento para substituir alguns representantes que não cumpriam metas por outros da concorrência com mais potencial que estavam disponíveis no mercado. Hoje temos 44 representantes comerciais no país inteiro.

Por que vocês fizeram isso?

Foi uma oportunidade. Os representantes comerciais são muito importantes no nosso plano de expansão de vendas. São eles que têm contato direto com o cliente.

Qual a projeção da empresa de expansão de vendas?

Queremos crescer 26% ao ano até 2017. Para isso, estamos investindo na ampliação da fábrica, em marketing e na renovação da linha de produtos. O desafio é competir com os produtos chineses. Para isso, fizemos uma fábrica verticalizada, capaz de produzir a preços competitivos, e investimos em inovação e no design do produto. Temos 30 depósitos de patente registrados.

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