Alimentação continua a pressionar preços em SP

O grupo Alimentação, que acelerou a alta de 0,95% para 0,99% entre a primeira e a segunda quadrissemanas de junho, continuou a ser o principal responsável pela inflação em São Paulo, diz a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

DENISE ABARCA, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h04

Segundo a Fipe, essa classe de despesa, que participa com 22,9% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), contribuiu com 91,14%, ou 0,22 ponto porcentual, da taxa de 0,25% na segunda leitura do mês.

"A inflação está tranquila, desta vez mais concentrada em alimentos do que na apuração anterior. Foi o carro-chefe novamente, e pelos mesmos motivos", disse o coordenador do IPC, Rafael Costa Lima. Segundo ele, das seis principais altas, quatro são alimentos, mas as quedas nos preços de carros novos (2,21%) e usados (2,15%), eletricidade (0,73%) e passagens aéreas (4,94%) estão ajudando a manter a inflação baixa.

De acordo com o economista, a pressão dos in natura continuou a ser destaque entre os alimentos, tendo acelerado de 3,64% para 4,88% entre a primeira e a segunda apurações. No subgrupo, frutas mantiveram-se em deflação (1,21%), mas legumes (9,68%) e verduras (16,89%) tiveram alta consistente. Alface, com 26,17%, liderou o ranking.

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