Alimentação e vestuário seguram inflação em SP

A primeira prévia da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido Pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de abril foi segurada pela queda nos preços da Alimentação e do Vestuário, além das Despesas Pessoais, que congregam parte dos gastos com lazer do paulistano. Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, o indicador total teve aceleração de 0,03% no período, contra deflação de 0,03% apresentada no mês de fevereiro. O grupo Despesas Pessoais teve queda de 0,13%, enquanto o de Vestuário retraiu 0,20%. As despesas com alimentação, cuja a ponderação na composição do IPC-Fipe supera os 22%, caíram 0,79% na primeira coleta de preços de abril, confirmando a intensificação do ritmo de deflação, que no fechamento do mês passado havia sido de 0,46%. Os alimentos industrializados ficaram 0,88% mais baratos na quadrissemana. INFLAÇÃO POR SETORES Grupo Variação Alimentação -0,79% Transportes 0,98% Despesas Pessoais -0,13% Saúde 0,42% Vestuário -0,20% Educação 0,02% Dólar freia alta de preços A baixa do dólar em relação ao real foi responsável pela redução de 3,12% e 7,11%, nos preços do chocolate e do bacalhau, respectivamente, apesar da Páscoa. Além desses produtos, a baixa da moeda norte-americana influenciou as quedas de 1,21% e 2,82% no óleo de soja e no café em pó, nesta ordem. O frango ficou 9,94% mais barato, o que justifica também a redução de 2,26% no preço pago pelo milho, um dos principais ingredientes da ração animal. Ainda no subgrupo dos semi-elaborados, o arroz teve seu preço diminuído em 3,62%. O grande vilão deste segmento continua sendo o feijão, com elevação de 15,15% no seu preço. Os alimentos in natura ficaram 0,52% mais acessíveis ao consumidor. Altas Contribuíram positivamente para a formação da taxa o crescimento no grupo de Transportes, com alta de 0,98%; Habitação, com 0,14%; Saúde, com 0,42%; e Educação, com 0,02%. No item Transportes, as altas mais acentuadas foram álcool combustível, com 10,02%; e gasolina, com 2,96%. A alta o grupo Saúde foi puxada pelos aumentos dos contratos de assistência médica, com 0,25%; serviços laboratoriais, com 0,85%; dentista, com 1,10%, e remédios, com 0,24%. Este texto foi atualizado às 15h47.

Agencia Estado,

12 Abril 2006 | 09h49

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