Alimentação faz IPC-S desacelerar para 0,43%

Puxado principalmente pelos preços dos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de até 22 de fevereiro subiu 0,43%, mas em comparação com o indicador de até 15 de fevereiro (0,54%), o índice perdeu o fôlego. Divulgado nesta sexta-feira, 23, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,37% e 0,56%, e acima da mediana das projeções (0,39%).Na cidade de São Paulo, a que tem o maior peso na formação do índice, a inflação semanal também apresentou desaceleração. Os preços na capital paulista subiram 0,26% no IPC-S de até 22 de fevereiro, ante alta de 0,46% no indicador anterior, de até 15 de fevereiro. De acordo com a FGV, a taxa completa foi a mais baixa desde a segunda semana de dezembro, quando o IPC-S subiu 0,39%.A FGV esclareceu que mais de 80% da redução na taxa do IPC-S foi causada por elevação menos intensa nos preços do grupo alimentação (de 1,58% para 1,25%).Das sete classes de despesa que formam o indicador, quatro registraram desaceleração de preços. Além de alimentação, é o caso de habitação (de 0,08% para 0,07%); transportes (de 0,89% para 0,80%) e educação, leitura e recreação (de 0,84% para 0,56%).Os outros três grupos registraram aceleração ou queda mais fraca de preços, como saúde e cuidados pessoais (de 0,22% para 0,26%); despesas diversas (de 0,11% para 0,14%) e vestuário (de -2,33% para -2,23%).Na análise da movimentação de preços entre os produtos, a FGV esclareceu que as mais expressivas altas de preço foram registradas em tomate (26,60%); tarifa de ônibus urbano (2,14%); e manga (33,23%). Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em maçã nacional (-17,09%); banana prata (-11,35%); e calça comprida feminina (-4,78%).RegionalSegundo a FGV, das sete cidades pesquisadas, três registraram desaceleração de preços, na passagem do IPC-S de até 15 de fevereiro para o indicador de até 22 de fevereiro. Além de São Paulo, é o caso de Rio de Janeiro (de 0,44% para 0,38%); e Salvador (de 1,39% para 1,15%).Outras três cidades apresentaram aceleração ou fim de deflação de preços, como Belo Horizonte (de 0,41% para 0,48%); Recife (de 0,62% para 0,63%); e Brasília (de -0,04% para 0,07%). A cidade de Porto Alegre permaneceu com a mesma taxa de elevação de preços, no período (0,29%).

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