Alimentação fora do lar preocupa supermercadistas

O crescimento da alimentação fora do lar é uma das preocupações da Associação Paulista de Supermercados (Apas) em relação a fatores que possam influenciar negativamente o faturamento do setor. A parcela do gasto domiciliar aplicada na alimentação fora do lar passou para 4,6% em 2007, ante 4% em 2006, de acordo com pesquisa da LatinPanel, apresentada hoje no 24º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, na capital paulista.Segundo o presidente da associação, João Sanzovo Neto, para minimizar os efeitos do aumento do consumo de alimentos fora das residências, os supermercadistas têm que ampliar a oferta de pratos prontos no conjunto de produtos colocados à venda nas lojas. O executivo ressalta, porém, que a participação desses gastos poderá até mesmo ser reduzida caso haja um agravamento do cenário inflacionário no Brasil neste ano e a conseqüente redução do poder de compra. Para ele, esse movimento está ocorrendo nos Estados Unidos, devido à crise financeira daquele país.A pesquisa da LatinPanel apontou que o gasto médio domiciliar com alimentação fora da residência cresceu 8% entre 2006 e 2007. O consumo de alimentos dentro do lar, por sua vez, teve queda de 11%, passando a representar 17,8% dos gastos. Em 2006, respondia por 19% do total. Como resultado, o gasto com frutas, verduras e legumes caiu 17%, e o relativo a carnes, aves, ovos e peixe teve redução de 15% na mesma comparação, segundo a Apas.A LatinPanel apontou que 11,2% dos consumidores informaram que "sempre" comem fora de casa, ainda próximo aos 11% registrados em 2006. Mas a parcela daqueles que comem "de vez em quando" fora da residência aumentou de 25% em 2006 para 30,9% em 2007. A compra de pratos prontos manteve a participação de 5% na opção "sempre", porém cresceu de adesão na faixa esporádica, de 16,7% para 18,2%.

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