Alimentação, Vestuário e Saúde elevam inflação semanal

Os grupos de Alimentação, Vestuário e de Saúde de Cuidados Pessoais fizeram com que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerasse na quadrissemana encerrada em 30 abril, para 0,34%, ante aumento de 0,24% na medição anterior, de até 22 de abril. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado superou o teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,18% e 0,31%. Além disso, ficou acima da mediana das expectativas, que estava em 0,28%. Dos sete grupos que compõem o IPC-S, seis registraram aceleração de preços, no mesmo período. Além dos três já citados, é o caso de Despesas Diversas, Habitação, e Transportes. O único grupo a registrar deflação foi o de Educação, Leitura e Recreação. ProdutosPor produtos, as altas de preço mais expressivas foram registradas nos preços de tomate, que ficou 35,20% mais caro no período; mamão papaya, que subiu em uma média de 29,52%; e leite tipo longa vida, com valorização de 3,95%. A maior queda do período, por sua vez, ficou a cargo das passagens aéreas, que desvalorizaram 13,38%; laranja pêra, com queda de 11,76% e abacaxi, com deflação de 11,53%. O IPC-S anunciado nesta terça tem o mesmo resultado do Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) de abril, que será anunciado dentro do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) do mesmo mês, no dia 10 de abril. Todo o último IPC-S do mês terá sempre a mesma taxa do IPC-DI de igual mês de referência. A taxa mede a inflação para famílias com rendimentos entre 1 e 33 salários mínimos, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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