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Alimento dá alívio e IPCA desacelera forte em setembro

Leite, carne e feijão têm variação menor de preços e aliviam a inflação do mês; variação foi de 0,18%

Rodrigo Viga Gaier, da Reuters,

10 de outubro de 2007 | 09h42

Os preços dos alimentos deram um alívio aos consumidores brasileiros em setembro, o que garantiu uma forte desaceleração do índice "oficial" de inflação no País. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza a política de metas de inflação do governo, subiu 0,18% no mês passado, depois de ter avançado 0,47% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 10. A taxa é a menor desde agosto de 2006.  Veja também:  Inflação é maior para famílias de baixa renda IGP-M sobe 0,84% e tem maior alta desde fevereiro de 2003  A variação ficou bem abaixo da mediana das expectativas de economistas consultados pela Reuters. No levantamento feito com 21 instituições, os analistas indicaram que esperavam uma alta de 0,24% para o índice em setembro. Os prognósticos oscilaram de 0,19% a 0,28% de alta.  "A redução do IPCA de um mês para o outro é atribuída à forte desaceleração na taxa de crescimento do grupo alimentação e bebidas", afirmou o IBGE em comunicado.  Os custos dos alimentos subiram 0,44% em setembro, ante ganho de 1,39% em agosto. "Com isso, a contribuição do grupo para a formação do índice baixou de 0,29 ponto percentual em agosto para 0,09 ponto percentual em setembro", informou o IBGE.  O leite pasteurizado, com queda de 4,86% nos preços, deu a maior contribuição individual negativa (-0,07 ponto porcentual) para a inflação do mês.  Além do leite, contribuíram para a desaceleração dos produtos alimentícios a carne (alta de 0,62% em setembro, ante elevação de 2,98% em agosto) e o feijão carioca (4,09% em setembro, ante 5,11% em agosto). Segundo a coordenadora de índices de preços do instituto, Eulina Nunes dos Santos, a inflação em setembro foi bem mais espalhada do que em agosto, com os reajustes não concentrados em poucos itens. Ela avalia que esse espalhamento não é preocupante, já que houve desaceleração na taxa de inflação.  No ano, o IPCA acumula alta de 2,99%. Nos últimos 12 meses, a elevação é de 4,15%. A meta de inflação do ano é de 4,5%, com margem de variação de dois pontos percentuais.

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