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Alimentos ajudam IGP-DI a desacelerar para 1,12% em julho

Em junho, índice tinha registrado alta de 1,89%; até julho, elevação chega a 8,35% no ano, e 14,81% em 12 meses

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

06 de agosto de 2008 | 08h16

A inflação medida pelo IGP-DI subiu 1,12% em julho, aliviado principalmente pelos preços dos alimentos in natura, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 6. Em junho, o índice subiu 1,89%. A taxa ficou perto do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam um resultado entre 1,10% e 1,61%, e foi inferior à mediana das expectativas (1,31%). "A principal contribuição para a desaceleração partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 5,64 por cento em junho para menos 2,54 por cento em julho", destacou a FGV em nota.  Veja também: Mercado aposta em alta do juro e 'leve' queda da inflaçãoEntenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos  De olho na inflação, preço por preçoSaiba como controlar o orçamento em tempos de inflação Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos Estados com a União. No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI de julho, o IPA-DI subiu 1,28% em julho, ante aumento de 2,29% em junho. Por sua vez, o IPC-DI teve elevação de 0,53% em julho, em comparação com a alta de 0,77% em junho. Já o INCC-DI subiu 1,46% em julho, ante avanço de 1,92% em junho. Até julho, o IGP-DI acumula elevações de 8,35% no ano e de 14,81% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-DI de julho foi do dia 1º a 31 do mês passado.  Os preços dos produtos agrícolas no atacado pelo IGP-DI tiveram alta 1,14% em julho, em comparação com o aumento de 3,88% em junho. A FGV esclareceu ainda que os preços dos produtos industriais, no atacado, registraram elevação de 1,34% em julho, ante alta de 1,69% em junho. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,44% em julho, ante avanço de 0,99% em junho.  O núcleo do IPC-DI de julho subiu 0,30% - taxa inferior ao aumento de 0,44% apurado por esse tipo de indicador no núcleo anterior, referente à junho. A FGV informou ainda que o índice de dispersão, que mede a proporção de itens com variação porcentual positiva no núcleo, passou de 62,06% em junho para 59,87% em julho. Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram elevação de 1,86% em julho, ante aumento de 2,59% em junho. Já os preços das matérias-primas brutas registraram alta de 1,39% em julho, em comparação com a elevação de 3,33% em junho. Grupo alimentação No varejo, o IPC-DI - que representa 30% do total do IGP-DI - acumulou aumentos de 4,39% no ano e de 6,23% em 12 meses até julho, segundo informou a FGV. Ao comentar sobre o cenário da inflação no varejo no mês passado, a FGV informou que a desaceleração na taxa do IPC-DI, de junho para julho (de 0,77% para 0,53%), foi influenciada principalmente por inflação mais fraca nos preços do grupo Alimentação (de 1,85% para 0,83%), no período.  Isso porque houve desacelerações e quedas de preços em carnes bovinas (8,05% para 3,39%), arroz e feijão (11,18% para 2,29%) e hortaliças e legumes (0,83% para -1,66%). Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC, três apresentaram elevação de preços menos intensa, ou deflação, no período. Além dos alimentos, é o caso de Vestuário (de 0,56% para -0,54%); e de Educação, Leitura e Recreação (de 0,37% para 0,22%). Os outros grupos registraram aumento mais intenso de preços, de junho para julho. É o caso de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,58% para 0,69%); Transportes (de 0,05% para 0,19%); Habitação (de 0,33% para 0,59%); e Despesas Diversas (de 0,36% para 0,43%). Na análise feita pela FGV sobre os produtos do varejo, as altas de preço mais expressivas em julho foram registradas em tarifa de eletricidade residencial (1,42%); tomate (7,24%); e tarifa de telefone residencial - assinatura e pulsos (0,69%). As mais expressivas quedas de preço, por sua vez, foram apuradas em batata-inglesa (-6,06%); banana prata (-7,26%); e beterraba (-12,59%).  Produtos agrícolas Até julho, o IPA-DI - que representa 60% do total do IGP-DI - acumula altas de 9,87% no ano e de 18,91% em 12 meses, segundo a FGV. Os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam alta de 9,75% no ano, e registram elevação de 37,02% em 12 meses até julho. Já os preços dos produtos industriais registram aumentos acumulados de 9,92% no ano e de 13,09% em 12 meses até julho. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram aumentos de 4% no ano e de 9,40% em 12 meses até julho. Por sua vez, os preços dos bens intermediários acumulam, até julho, altas de 12,76% no ano e de 16,03% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumulam elevação de 12,70% no ano, e apresentam aumento de 38,05% em 12 meses até julho. Ao comentar o cenário da inflação no mês de julho, a FGV também revelou a análise de preços por produtos. No mês passado, as altas de preço mais expressivas, no atacado, foram apresentadas por bovinos (3,53%); soja em grão (2,01%); e milho em grão ( 5,71%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em julho, foram registradas nos preços de leite in natura (-2,59%); feijão em grão (-7,57%); e minério de ferro (-1,78%). Construção civil Na construção civil, o INCC-DI - que representa 10% do IGP-DI - acumula altas de 7,96% no ano e de 10,38% em 12 meses até julho, segundo a FGV. Ao detalhar sobre a inflação no setor da construção em julho, a FGV informou que a desaceleração na taxa do INCC-DI (de 1,92% para 1,46%) foi influenciada por inflação mais fraca no setor de mão-de-obra (de 2,25% para 1,14%), de junho para julho. Ainda segundo a fundação, as mais expressivas elevações de preços, na construção civil em julho, foram apuradas em aço CA-50 e CA-60 (6,02%); ajudante especializado (1,43%); e servente (1,11%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em azulejo (-1,01%); condutores elétricos fio/cabo (-0,76%); e tinta a óleo (-0,22%).  (Com Reuters)

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