Alimentos avançam e forçam alta do IPCA em novembro

O índice, considerado a 'inflação oficial do País', registrou alta de 0,38% no mês, ante 0,30% em outubro

Rodrigo Viga Gaier, da Reuters,

06 de dezembro de 2007 | 09h06

A inflação no País acelerou mais que o esperado em novembro, mais uma vez refletindo o efeito do aumento dos custos com alimentação sobre os índices de preços neste ano.  O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado como a "inflação oficial" do País, registrou uma alta de 0,38% em novembro, seguindo o avanço de 0,30% de outubro, informou nesta quinta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  A variação ficou acima do teto das projeções de economistas consultados pela Reuters. A mediana das 40 estimativas coletadas indicava um avanço de 0,30% para o IPCA em novembro. Os prognósticos oscilaram de 0,22% a 0,35%.  "O principal responsável pela alta do IPCA, na passagem de outubro para novembro, foi o grupo alimentação e bebidas, que variou 0,73%", informou o IBGE em comunicado. Dentro do grupo, destaque para o preço das carnes, que avançou 5,71% no mês passado.  O IPCA é utilizado pelo governo para balizar a política de metas de inflação. A meta deste ano é de 4,5%, com margem de variação de dois pontos percentuais.  De janeiro a novembro, o indicador acumula alta de 3,69%. Nos últimos 12 meses, a elevação é de 4,19%.  O aumento das pressões inflacionárias é uma das preocupações do Banco Central que justificaram a suspensão do ciclo de cortes da taxa básica de juros do País.  Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter, pela segunda vez, a taxa Selic em 11,25%.

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