Alimentos e combustível pressionam inflação

A primeira prévia da inflação de agosto medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi de 1,58%. Uma grande alta quando comparada a primeira prévia de julho, que foi de 0,52%. Contribuíram para essa subida principalmente os índices de preços no atacado (IPA), que ficou em 1,62%, e de preços ao consumidor (IPC), que passou de 0,11% na primeira prévia de julho para 2,00% na primeira prévia de agosto. O grupo Alimentação no IPC que tinha caído 0,29% nos primeiro dez dias do IGP-M de julho, desta vez subiu 2,39%. "Foi geada combinada com entressafra", diz o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sydnei Melo Cota. O grupo Transporte do IPC também subiu bastante, ficando em 6,24% nesta primeira prévia. A gasolina ao consumidor subiu 16,8% e o álcool 18,6%. O grupo Habitação subiu de 0,31% na primeira prévia de julho para 0,92% agora. Foi pressionado pelas altas do gás de botijão (11,1%), eletricidade residencial (2,1%) e pelo telefone residencial (2,1%).Os produtos agrícolas no atacado, que subiram 1,66% na primeira prévia de julho, aumentaram 3,20% neste início de agosto. O INCC -Índice Nacional de Custo da Construção -, que tinha sido de 0,55% na prévia do mês passado caiu para 0,14% agora, porque julho foi mês de dissídio.IGP-M deve fechar agosto em 2%O chefe do Centro de Estudos de Preços da Fundação Getúlio Vargas, Paulo Sidney Melo Cota, disse que, com esta primeira prévia do IGP-M de agosto, a sua expectativa é de que o índice termine o mês em 2% e fique entre 7% e 7,5% este ano. Até agora, com esta primeira prévia, o IGP-M acumula 6,45% este ano e o IPC 5,58%.

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