Mark Schiefelbein/Associated Press
Mark Schiefelbein/Associated Press

Alimentos fazem Fipe elevar projeção de inflação para a cidade de São Paulo

Projeção de inflação medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) deve terminar 2019 em 3,98%, ante 3,58% da última projeção

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2019 | 12h32

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) elevou a projeção de 2019 para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, de 3,58% para 3,98%, depois da divulgação do indicador em fevereiro, que subiu 0,54%. Em janeiro, a alta foi de 0,58%, sendo de 0,53% na terceira quadrissemana.

O coordenador do índice, Guilherme Moreira, explica que a revisão responde, principalmente, ao forte aumento dos alimentos no início do ano, por causa de problemas de oferta. Moreira destaca que só o feijão já subiu 79,47% no ano, em função da quebra de safra.

Outros itens, como batata, beterraba, cenoura, pimentão e quiabo encareceram devido às fortes chuvas do período, que prejudicaram as lavouras, completa o coordenador do índice. Em virtude deste início de ano "complicado", a Fipe então elevou a projeção de Alimentação para o ano de 5,07% para 6,22%.

Mas Moreira pondera que a estimativa mais elevada para os alimentos não altera o cenário comportado de inflação neste ano. Ele ressalta que o forte aumento desses produtos é resultado de um problema de oferta pontual que, apesar de afetar o IPC do ano, deve ser parcialmente devolvido ao longo de 2019.

"A alta dos alimentos é por conta do clima. A inflação está comportada e não vemos nenhuma fonte de pressão esse ano", diz. Ele completa que o principal problema este ano é a atividade econômica fraca e que, portanto, mesmo que haja aumento das incertezas em torno da aprovação das reformas, o impacto que poderia ser sentido de desvalorização do câmbio deve ter repasse limitado para inflação. Por outro lado, o aumento das incertezas pode enfraquecer ainda mais a atividade econômica, finaliza.

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