Alimentos pressionam inflação; pobres sofrem mais

A inflação medida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em novembro foi mais alta para a camada da população do município de São Paulo que tem menor poder aquisitivo. "Este comportamento resultou do fato de o principal aumento ter ocorrido nos produtos de alimentação", explicaram os técnicos do Dieese por meio de nota à imprensa.De acordo com o documento, além de a taxa para as famílias de baixa renda ter sido mais elevada em novembro, de 0,47%, apresentou também crescimento de 0,14 ponto porcentual, em relação ao apurado em outubro. O estrato 1 corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres, que têm renda média de R$ 377,49.Para o estrato 2, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento, de R$ 934,17, a taxa foi de 0,44%, enquanto para o estrato 3, que se refere às famílias de maior poder aquisitivo (renda média de R$ 2.792,90), a taxa ficou em 0,34%. Nestes dois outros estratos, houve diferença negativa em relação a outubro, de -0,08 ponto porcentual e de -0,30 pp, respectivamente.Participação do grupo alimentaçãoAs contribuições do grupo Alimentação no cálculo da inflação revelam um maior impacto no resultado do índice para as famílias do estrato 1 (0,39 pp) frente ao observado no estrato 3 (0,24pp). No cálculo da taxa do segundo estrato, esta contribuição foi de 0,35pp.Já o reajuste no grupo Transportes, que teve origem no aumento dos combustíveis, causou maior impacto no resultado do índice das famílias de maior poder aquisitivo, estrato 3 (0,05pp). Suas contribuições foram decrescentes conforme a renda familiar diminui, ficando em 0,04pp, para o estrato 2 e em 0,01 pp, para o estrato 1.

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