Alimentos pressionarão IPCA-15 até junho, diz o Banrisul

Os alimentos, cuja média de reajuste dos preços saltou de 0,52% para 1,11% na passagem de fevereiro para março no âmbito do IPCA-15, deverão pressionar a inflação ao consumidor até por volta de junho. A previsão é da economista do Banrisul Marivia Nunes, que comentou ao Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, a variação do IPCA-15. Na leitura de março o indicador acelerou 0,03 ponto porcentual para 0,73% de uma alta de 0,70% confirmada no mês anterior.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

21 de março de 2014 | 11h17

De acordo com a economista, apesar de na margem os preços terem sido mantidos praticamente estáveis, a inflação no patamar que se encontra é muito ruim. O problema, segundo Marivia, é que uma taxa mensal de inflação de 0,70% é muito elevada para uma meta que tem como centro 4,5%. "É um número ruim porque eleva a inflação acumulada no ano para 5,9%", disse.

A economista do Banrisul trabalha com uma previsão de inflação para o ano de 6%. Além do arrefecimento da temperatura, que contribui para o aumento da produção de verduras e legumes, desde que não haja ocorrências de geadas no inverno, a inflação passará a incorporar os efeitos defasados dos aumentos de juros.

Justamente por prever que os aumentos de juros realizados até agora ainda vão impactar a atividade e a inflação, Marivia trabalha com apenas mais um aumento de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic no Copom de abril para 11% neste ano. Por enquanto o Banrisul prevê uma expansão de 1,9% do PIB neste ano, mas seu Departamento Econômico não descarta a possibilidade de essa previsão vir a ser reduzida.

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