Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Alimentos puxam alta de 0,85% no IGP-M em abril

Taxa foi de 0,43% no mês passado; em 12 meses, índice calculado pela FGV avançou 3,65% e no ano acumula 1,47%

O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2012 | 03h08

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a alta em abril ao avançar 0,85%, ante variação positiva de 0,43% em março, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ontem. Os preços dos alimentos no atacado e do cigarro no varejo foram os principais responsáveis por puxar o índice para cima.

Em 12 meses, o IGP-M avançou 3,65% e a taxa acumulada no ano é de 1,47%, de acordo com a FGV. Dentre os subíndices que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 0,97%, após alta de 0,42% em março.

Segundo a FGV, contribuiu para a aceleração dos preços no atacado, medida pelo IPA, o índice relativo ao grupo bens finais, que avançou 0,78% em abril depois de alta de 0,28% em março. Nesse grupo destacou-se o subgrupo alimentos processados, que subiu 1,43% depois de deflação de 0,54% em março.

Já o segmento bens intermediários registrou ganho de 1,13%, ante alta de 0,62% no mês passado. A principal contribuição para a taxa nesse segmento foi do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, com alta de 1,26% em abril após variação positiva de 0,82% em março.

O índice de matérias-primas brutas teve alta de 0,97% em abril, ante 0,31% anteriormente. Os principais responsáveis pela aceleração do grupo foram soja em grão (7,07% para 11,76%), minério de ferro (-0,57% para 0,79%) e café em grão (-9,78% para -6,78%).

Varejo. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,55% em abril, após avanço de 0,48% no mês passado. A principal contribuição para a variação de preços do varejo veio do grupo despesas diversas, cuja taxa avançou 2,29%, depois de ter subido 0,07% em março.

Nessa classe de despesa, destacou-se o reajuste dos cigarros, que passou de estabilidade para alta de 5,72%. Também foram registradas altas em saúde e cuidados pessoais (0,54% para 0,86%), vestuário (0,27% para 1,03%), alimentação (0,45% para 0,50%), transportes (0,22% para 0,31%) e comunicação (-0,26% para 0,06%).

Por sua vez, apresentaram recuo os grupos habitação (0,99% para 0,52%) e educação, leitura e recreação (0,27% para 0,26%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,83%, ante elevação de 0,37% em março. O grupo materiais, equipamentos e serviços mostrou alta de 0,58%, ante 0,42% no mês anterior. O índice que representa o custo da mão de obra passou de 0,32% em março para 1,08% em abril.

Além de medir a evolução dos preços, o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel.

Juros. O cenário inflacionário é crucial para que o Banco Central defina sua política relacionada à taxa de juros, atualmente em 9 % após corte de 0,75 ponto porcentual na semana passada.

Na quinta-feira, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que o BC deve continuar reduzindo a taxa Selic. Para especialistas, isso significa mais cortes entre 0,25 e 0,5 ponto porcentual em maio, quando o comitê de reúne novamente.

Entretanto, o Copom elevou a projeção de inflação para 2012 e 2013 pelo cenário de referência. Segundo o documento, para este ano a estimativa encontra-se "em torno do valor central" da meta do governo, de 4,5%. Para 2013, a projeção está "acima" do centro da meta. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.