Alimentos sobem em dose tripla nos países pobres

Os países pobres são os que pagam a maior parte da conta da inflação dos alimentos, hoje um dos principais problemas da economia global. A taxa média de inflação dos alimentos nos países emergentes acumulada em 12 meses é quase o triplo da dos países ricos. O estrago fica ainda maior nos países pobres porque a alimentação tem um peso grande no orçamento da população, apesar de vários emergentes serem grandes produtores de alimentos, como o Brasil.Isso é o que mostra estudo da consultoria MB Associados, feito a partir de dados da FAO, órgão das Nações Unidas para alimentação. Enquanto a taxa média da inflação de alimentos acumulada em 12 meses até fevereiro, numa amostra de 10 países ricos, foi de 5,3%, a média em 16 países pobres atingiu 14,3%.?O peso da inflação dos alimentos é maior nos países emergentes?, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB. Ele pondera que os cálculos são uma média aritmética simples e não levaram em conta a importância de cada país no Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Apesar dos cálculos terem sido simplificados, a tendência é similar se houvesse ponderação. Entre os países emergentes, o Sri Lanka foi o que teve a maior taxa de inflação de alimentos no período (25,6%), seguido por China (23,3%) e Quênia (24,6%). O Brasil ocupa a 12ª posição, com 11,32% de alta dos alimentos e peso de 21,9% da comida no orçamento familiar, segundo o indicador oficial de inflação, o IPCA. No Sri Lanka, alimentos representam 62% dos gastos da população; na China, 27,8%; e no Quênia, 50,5%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

16 de junho de 2008 | 08h09

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