Alimentos voltam a pressionar cesta de compras

Os preços dos alimentos voltaram a subir com força em setembro invertendo a tendência registrada em agosto. A cesta de compras - conjunto de 40 produtos cujos valores são acompanhados pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP) mensalmente - registrou uma alta de 1,24% no mês passado, puxada por este grupo de produtos, que subiu 1,36%, após uma redução de 1,61% no mês anterior. Com isso, a cesta passou de R$ 179,73 para R$ 183,11. Em agosto, a queda tinha sido de 1,38%, a menor variação do ano.A explicação para o impulso dos preços dos alimentos é a entressafra de produtos agrícolas. As carnes e aves, por exemplo, estão entre as maiores altas do período, seguidas pela laranja, tomate, farinha de mandioca e o leite. Os produtos de higiene caíram 0,08% e os de limpeza subiram 0,01%.O maior aumento da cesta de compras da Fecomercio foi para famílias com renda acima de 20 salários mínimos, as quais pagaram 1,86% a mais pelos produtos. Isto porque é o extrato social que mais consome os itens que subiram fortemente, como as carnes. A menor variação foi para o extrato dos que ganham de 3 a 5 salários mínimos, cuja alta ficou em 0,76%.Na avaliação da entidade, no entanto, as altas não refletem uma retomada da inflação pois os preços podem voltar à normalidade após a regularização da oferta, "devolvendo" os aumentos. No ano, a cesta acumula uma alta de 7,02% e nos últimos 12 meses, 32,21%.

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