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Alinhamento aproxima o País do grau de investimento

Moody?s pode ser a mais agressiva na alta do rating do Brasil, diz analista

Nalu Fernandes, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2024 | 00h00

A Moody?s Investors Service pode ser a mais agressiva, entre as três principais agências de classificação de risco nos Estados Unidos, na elevação do Brasil para o grau de investimento. A afirmação é do vice-presidente do Lehman Brothers e estrategista para mercados emergentes, John Welch.O alinhamento da classificação de risco do Brasil pela Moody?s, Fitch Ratings e Standard and Poor?s, para um nível abaixo do investment grade, é visto com alívio pelo analista. Welch avalia que os ratings do País já deveriam estar alinhados há mais tempo. Ele diz que já aguardava a elevação pela agência de classificação de risco e reafirma que a Moody''''s pode ser a primeira a conceder o grau de investimento ao País, em razão de um estudo elaborado pelo Lehman Brothers quando a agência colocou o País em revisão para upgrade. A Moody?s pôs o rating em revisão em 24 de maio, duas semanas depois que a Fitch e uma semana depois que a S&P havia elevado a classificação do País para apenas um nível abaixo do grau de investimento. No estudo, Welch previa o grau de investimento entre 2008 e 2009. A partir de dados de outros países, ele constatou um padrão nas elevações dos ratings soberanos do nível especulativo para o grau de investimento feitas pela Moody?s. Para a agência, segundo Welch, o período mais importante está no movimento do rating Ba2 para Ba1, último nível no grau especulativo, concedido ontem para o País pela Moody?s.Isso que significa que a passagem do rating soberano para o último grau especulativo (Ba1) é mais significativa do que a passagem da classificação para o primeiro nível do grau investimento (Baa3), "uma vez que a elevação para investment grade tende a ocorrer mais rápido depois que o crédito atinge Ba1" em comparação com o tempo levado para elevar o rating no nível especulativo, de Ba2 para Ba1, afirma Welch no estudo. Diante da constatação deste padrão nas elevações soberanas, o analista acredita que a Moody?s poderá ser a mais agressiva em conceder o grau investimento ao País, agora que os ratings estão alinhados em um nível abaixo do esperado.JP MORGANOntem um relatório do banco JP Morgan enviado a clientes revisou de "positivo" para "muito positivo" o conjunto de fundamentos técnicos para o mercado de dívida dos países emergentes. A alteração seguiu pesquisa realizada neste mês com clientes da instituição. De acordo com o documento, o porcentual da exposição em papéis tanto da dívida externa como interna desses países recuou significativamente, enquanto a posição em dinheiro subiu de 3,8% para 4,9%.

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