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Alitalia quer racionalizar frota com aviões Embraer

Executivos da Alitalia estão hoje no Brasil especialmente para a cerimônia de entrega do jato da Embraer ERJ-145 para 48 lugares, em São José dos Campos. Será o 700º avião do modelo produzido pela companhia brasileira. A Alitalia realizou encomendas firmes de seis modelos ERJ-145 e acena com a possibilidade de compra de outros seis aviões modelo 170. O contrato é avaliado em US$ 250 milhões. A Alitalia tem oito ERJ-145 na sua frota e passará a ter 14 quando todos os novos aviões chegarem. O diretor-geral para o Brasil da Alitalia, Alessandro Innocenzi, afirma que esses aviões regionais serão utilizados em rotas entre cidades italianas e também para países mais próximos, como a França. Segundo ele, o acordo de longo prazo com a fabricante brasileira faz parte da estratégia da Alitalia de cortar custos e adequar a sua frota ao momento crítico pelo qual passa a aviação. "Os jatos da Embraer são modernos e mais econômicos", disse ele, acrescentando que a companhia não negocia a compra de aviões de menor porte com outros fabricantes.LotaçãoInnocenzi afirmou que a rota entre Brasil e Itália está "superlotada", a ponto de a empresa considerar a possibilidade de trazer um avião maior no fim do ano. "Pensamos em trazer um Boeing 777-Triple Seven, com 290 assentos; mas, por enquanto, é só um estudo", diz o executivo. A Alitalia oferece vôos non-stop com Boeings 767 (250 assentos) cinco vezes por semana entre São Paulo e Milão e duas vezes por semana entre São Paulo e Roma. Innoncenzi, que não divulga os números das subsidiárias, garante que a operação é lucrativa. Milão é o destino que impulsiona as viagens a negócios. A Alitalia mantém atualmente um acordo de code share (compartilhamento de assentos) com a Varig para Milão, uma vez que a empresa brasileira desistiu de voar para Roma no ano passado. Innocenzi afirmou que a Alitalia terá um "posicionamento mais agressivo" no mercado brasileiro nos próximos meses, inclusive para aproveitar os fortes laços culturais que unem os dois países. A Alitalia, que nunca trabalhou com a TAM, observa com atenção as negociações para fusão entre as duas maiores empresas aéreas brasileiras. "Vamos aguardar as possibilidades", afirma Innocenzi.Depois de quebrar em meados de 2001 e de ter sofrido os impactos dos atentados terroristas, a Alitalia reduziu custos e número de rotas e obteve lucro operacional em 2002. O programa de corte de gastos prossegue até o fim do ano. A companhia está aposentando os Boeings 747 e deverá ficar com os 767 e 777, além dos aviões regionais da Embraer. A venda de ativos não-estratégicos e um pagamento de 172 milhões de euros feito pela holandesa KLM ajudaram no desempenho de 2002. A KLM desistiu de uma possível fusão com a Alitalia e teve de pagar uma espécie de multa por isso.

Agencia Estado,

09 de maio de 2003 | 13h04

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