Alitalia será separada em 2 partes para evitar concordata

A Alitalia fechou um acordo nesta manhã com oito dos nove sindicatos que representam seus funcionários para separar a empresa em duas partes e evitar o pedido de concordata. O acordo prevê a criação da AZ-Fly, companhia que vai reunir as operações de vôo da Alitalia, e da AZ-Service, que vai ficar com as atividades e serviços em terra. O ministério da Economia italiano, que atualmente detém uma fatia de 62% na empresa, vai manter uma participação mínima de 30% na AZ-Fly. Para conseguir da União Européia aprovação para dar à Alitalia um empréstimo de 400 milhões de euros, o governo italiano havia prometido reduzir sua fatia na Alitalia para menos de 50% dentro de 12 meses. O restante das ações da AZ-Fly será vendido para investidores institucionais em um aumento de capital que deve ocorrer no começo de 2005, de acordo com o executivo-chefe Giancarlo Cimoli. A Alitalia informou que a AZ-Fly terá uma fatia controladora de 51% na AZ-Service, e os outros 49% irão para uma companhia estatal. A holding estatal Fintecna SpA é considerada a mais provável futura acionista da AZ-Service. A Alitalia não disse por quanto tempo a AZ-Fly vai manter a fatia controladora na AZ-Service, mas uma fonte sindical informou que será pelo menos até 2008. O plano de separar a Alitalia em duas empresas enfrentava forte oposição dos sindicatos, que temiam mais perdas de empregos. Na semana passada, os sindicatos já haviam concordado com 3,7 mil demissões de funcionários que trabalham em terra, comissários de vôos e pilotos. Esse número representa 18% dos 21 mil empregados em tempo integral do grupo. Hoje o ministro do Trabalho italiano, Roberto Maroni, disse que o governo do país vai aprovar na quarta-feira um decreto para estender mais benefícios sociais para o setor aéreo, para diminuir o impacto das demissões. Maroni não disse o quanto os benefícios aos desempregados vão custar para o governo, que deverá colocar uma quantia inicial antes que as companhias aéreas comecem a contribuir para o fundo. Maroni disse que os custos são sustentáveis e que esse plano não viola as regras da União Européia.

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