Alívio com Grécia dura pouco e dólar avança a R$ 2,059

Cenário:

CRISTINA CANAS , O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2012 | 03h10

O resultado positivo das eleições da Grécia e os temores em relação à Espanha, realimentados pela alta dos juros dos títulos do país, que superaram 7%, repercutiram nos mercados ontem. No início do dia, houve um sentimento de alívio entre os investidores, com a vitória dos conservadores gregos, mais comprometidos com as reformas acordadas entre o país e os demais membros da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Porém, num segundo momento, pesaram as incertezas sobre a capacidade de formação de um governo grego de coalizão e o termor com a crise europeia voltou com força. Restaram as expectativas de que medidas de incentivo à economia surjam do encontro do G-20, que termina hoje no México, e da reunião de política monetária do banco central norte-americano, o Federal Reserve, amanhã.

Nesse ambiente, os ativos terminaram o dia sem direção única, mas o mercado de moedas ficou mais susceptível ao risco europeu. Ainda assim, os investidores seguem atentos à possibilidade de os Estados Unidos adotarem uma terceira rodada de injeção de recursos na economia, o que enfraqueceria a moeda. Enquanto isso não se confirma, os investidores compraram dólar, pressionando para baixo o euro e o real. Por aqui, com baixo volume de negócios, o dólar subiu 0,88% no mercado à vista de balcão, cotado a R$ 2,0590 no fim do dia.

As bolsas europeias e norte-americanas terminaram com sinal misto, enquanto a Bovespa, em dia de vencimento de opções sobre ações, avançou 0,16%, aos 56.195,21 pontos. A partir do meio do pregão, quando os movimentos técnicos em torno das opções terminaram, os gestores se sentiram mais livres para recolocar os papéis da Petrobrás em suas carteiras. Isso beneficiou as ações da petroleira, que terminaram em alta de quase 2%, o que foi determinante para o resultado positivo do Ibovespa.

No mercado de juros futuros, a incerteza externa somou-se à revisão em baixa de diversos indicadores da economia. Segundo pesquisa semanal do Banco Central junto à maioria das instituições financeiras do País, foram ajustadas para baixo as projeções de inflação, PIB e Selic, o que ajudou a determinar mais um dia de queda às taxas. Ainda assim, enquanto os analistas ouvidos pela Focus enxergam a Selic em 7,50% em agosto e no fim deste ano, os investidores em juros ainda estão divididos entre uma taxa básica a 7,75% e 7,50%, em iguais prazos.

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