Alívio com Grécia e otimismo com mineração elevam Bovespa

O alívio com sinais de equacionamento da crise grega e as expectativas de forte aumento nos preços do minério levantaram as commodities e os mercados de ações nesta segunda-feira, incluindo a Bovespa.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

29 de março de 2010 | 18h01

Fortalecido principalmente pelas empresas ligadas a metais, o Ibovespa subiu 1,83 por cento, para 69.939 pontos, perto da máxima do mês. O giro financeiro da sessão foi de 5,47 bilhões de reais.

"Teve uma combinação positiva de fatores, como essa questão da Grécia e o rali no setor siderúrgico", disse o gerente de pesquisa da Planner, Ricardo Tadeu Martins.

Seguindo-se ao acordo firmado na semana passada que incluiu o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Grécia informou pela manhã ter contratado bancos para coordenar o lançamento de um novo bônus referencial de sete anos, na luta para honrar uma dívida de 300 bilhões de euros.

O alívio momentâneo com a crise fiscal na zona do euro permitiu que a moeda da região respirasse frente ao dólar. Ato contínuo, os preços das commodities avançaram, lastreando ganhos das ações de companhias domésticas ligadas a metais --as que mais contribuíram para elevar o Ibovespa.

O papel preferencial da Usiminas puxou a fila, com um salto de 5,7 por cento, a 60,05 reais. Gerdau ganhou 4,7 por cento, para 28,52 reais. O preferencial da Vale subiu 1,9 por cento, para 49,46 reais.

O movimento aconteceu após uma reportagem do jornal japonês Nikkei informar que a Vale e as siderúrgicas Nippon Steel e Posco fecharam um acordo experimental para elevar em 90 por cento o preço do minério de ferro.

Individualmente, Sabesp avançou 4,1 por cento, a 31,65 reais. A companhia paulista de saneamento básico informou na sexta-feira à noite que teve lucro líquido recorde de 1,37 bilhão de reais em 2009, contra ganho de 63,6 milhões de reais em 2008.

Na mesma coluna, o papel preferencial a Petrobras recuperou-se da abertura negativa e, fortalecida pela alta do barril do petróleo para cima dos 82 dólares, subiu 1,2 por cento, a 34,90 reais.

O pequeno bloco das perdedoras teve entre as integrantes o Pão de Açúcar, controlador das redes Casas Bahia e Ponto Frio, caindo 1,36 por cento, a 58 reais, após o anúncio de fusão das redes de móveis e eletrodomésticos Ricardo Eletro e Insinuante, nesta manhã, formando mais uma gigante no varejo brasileiro.

Setorialmente, no entanto, o pior desempenho foi o de construtoras e incorporadoras. PDG Realty tombou 4,7 por cento, a 15,58 reais --seguida por Gafisa, com perda de 2,8 por cento, a 12,36 reais, e MRV Engenharia, com baixa de 2,6 por cento, a 13 reais. Completando a lista, Cyrela recuou 1,2 por cento, para 20,85 reais.

Nesta segunda-feira, o governo federal anunciou a segunda etapa do programa "Minha Casa, Minha Vida", que prevê a construção de 2 milhões de moradias entre 2011 e 2014, número menos ambicioso do que os que vinham sendo ventilados por entidades do setor nas últimas semanas. Para analistas, no entanto, as projeções para o setor seguem positivas.

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