bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Alívio de alimentos na inflação ainda é de curto prazo

O alívio que os preços dos alimentostrouxe para o IPCA em setembro tem vida curta. A tendência,segundo economistas, é de que a alta vista no atacado nosúltimos meses ainda gere pressões sobre o bolso do consumidor,à medida que parte desse aumento será repassado para o varejo. "Os preços agrícolas no quarto trimestre devem gerar umapressão mais intensa no IPCA... que vai refletir a pressão noatacado sentida desde agosto", afirmou Fábio Silveira,especialista em análise de preços da RC Consultores. O movimento esperado pelo economista pode ser melhorobservado avaliando o que ocorreu na primeira leitura do ÍndiceGeral de Preços do Mercado (IGP-M) em outubro. Os preços no atacado, que respondem por 60 por cento doIGP-M, apresentaram uma leve desaceleração, mas os preços aoconsumidor saltaram --tudo por conta de produtos como ovos,aves, hortaliças e legumes. Os alimentos tiveram alta de 0,38 por cento nessa leiturado IGP-M, depois de terem caído 0,25 por cento no início desetembro. Em São Paulo, o grupo Alimentação subiu 0,61 por cento naprimeira quadrissemana do mês, de acordo com os cálculos daFundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que apura ainflação ao consumidor na capital paulista. "Os preços no atacado já estão subindo de longa data... eeles não foram totalmente repassados para o varejo por conta docaráter metodológico", salientou Silveira. Essa possibilidade de repasse não compromete o cumprimentoda meta de inflação fixada para o ano, de 4,5 por cento, masmostra que os custos com alimentos devem se sustentar empatamar elevado até o fim do ano, podendo extrapolar para oinício de 2008. FORA DA CURVA A desaceleração do IPCA de agosto para setembro mostra,segundo Alexandre Lintz, estrategista-chefe do BNP Paribas noBrasil, que o avanço de 0,47 por cento em agosto foi um saltotemporário, e não um movimento estrutural. Mas Silveira acredita que a variação de 0,18 por cento doIPCA em setembro também não pode ser entendida como tendência. "Essa taxa baixa é a última do ano e a última... nohorizonte de seis meses", afirmou o especialista da RCConsultores. A economista Eulina Nunes dos Santos, do InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é mais otimista eacredita que a variação do IPCA em setembro aumenta as chancesde o índice "oficial" de inflação do país fechar o ano abaixode 4 por cento. No levantamento semanal feito pelo BC com cerca de 100instituições do mercado, a mediana das estimativas indicainflação de 4,01 por cento este ano. No Relatório de Inflaçãode setembro, o próprio BC estimou que o índice deve acumularalta de 4 por cento no ano. Para Silveira, a pressão que será verificada no IPCA deoutubro a dezembro deve garantir uma alta de 4,4 por cento noano. "Os preços no atacado não páram de subir toda semana...isso pára agora entre final de outubro até novembro... mas páraem patamar estratosférico", disse.

RENATO ANDRADE, REUTERS

10 de outubro de 2007 | 16h42

Tudo o que sabemos sobre:
MACROINFLACAOANALISE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.