Alívio na zona do euro espalha otimismo e Bolsa avança 2,65%

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h11

A sinalização do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que a instituição está pronta para fazer o que for preciso para preservar a zona do euro, disparou um movimento de procura por ativos de maior risco, como ações, e fez o dólar recuar em todo o mundo ontem. A Bovespa, que já acompanhava o exterior, intensificou os ganhos no fim da sessão, após os papéis da Vale passarem para o território positivo.

Se pela manhã as ações da mineradora eram penalizadas pelo balanço divulgado na quarta-feira, considerado ruim, à tarde o otimismo prevaleceu. Faltando cerca de uma hora para o fim do pregão, operadores dispararam ordens de uma operação chamada "basquete de compras", que engloba um grupo de papéis do qual a mineradora faz parte, e alavancaram os negócios. Assim, Vale ON teve alta de 1,23% e Vale PNA avançou 0,77%.

Petrobrás seguiu o comportamento do preço do petróleo lá fora e subiu. A ação ON avançou 1,02% e a PN valorizou-se 1,37%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em setembro terminou com alta de 0,47%, a US$ 89,39 o barril. Ao final do dia, o Ibovespa cravou alta de 2,65%, atingindo 52.002,77 pontos.

Já o dólar recuou ante o real ao longo de toda a quinta-feira e encerrou a sessão cotado a R$ 2,023 no mercado à vista de balcão, em baixa de 0,64%. A queda só não foi maior porque pela manhã o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ressaltou durante evento em Londres a importância da desvalorização do real para impulsionar a economia. Na leitura do mercado, isso mostra que a autoridade monetária segue atenta e está disposta a defender certos patamares para a moeda.

Na renda fixa, a letargia que foi vista durante o período da manhã foi substituída à tarde por um movimento mais consistente de alta nas taxas dos contratos de juros futuros, principalmente naqueles de prazos mais longos. A expectativa com dias melhores na Europa definiu a alta, enquanto os dados domésticos de crédito, mostrando certo alívio com a trajetória da inadimplência, também reforçaram a trajetória.

Ao fim do dia, o juro para janeiro de 2013 ficou em 7,38%, ante 7,36% na véspera, enquanto o contrato para janeiro de 2014 marcou 7,75%, de 7,67% na quarta-feira. O juro para janeiro de 2017 fechou na máxima de 8,95%, de 8,87% anteriormente, e o contrato de janeiro de 2021 ficou na máxima de 9,55%, ante 9,49% na véspera.

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