ALL sai da Bolsa com prejuízo de R$ 1 bilhão

Companhia se uniu à empresa de logística da Cosan; papéis da Rumo fecharam com alta de 0,9% no pregão de ontem

O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2015 | 06h03

A fusão entre a América Latina Logística (ALL) com a Rumo, do grupo Cosan, começou a valer efetivamente ontem, com as ações da ALL deixando de serem negociadas na Bolsa e o início da negociação dos papéis da Rumo, que encerraram o pregão com alta de 0,9%. No dia em que deixou a BM&FBovespa, a companhia ferroviária divulgou os resultados financeiros consolidados do ano passado, em que registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 1,874 bilhão, contra lucro de R$ 42,7 milhões apurado em 2013.

Segundo a empresa, o resultado foi afetado por ajustes contábeis. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) somou R$ 1,05 bilhão no ano passado, uma queda de 35,15% frente o valor do ano de 2013. A margem Ebitda caiu para 28,7%, ante 47,1% registrado no ano anterior.

A ALL afirmou, ontem, que todos os seus credores, exceto o BNDES, aceitaram um nível de alavancagem de até 5,5 vezes, medido no resultado consolidado com a Rumo Logística. O número considera a alavancagem medida por dívidas bancárias líquidas sobre o Ebitda sem considerar leasing e outros passivos, disse o diretor financeiro da ALL, José Cezario, em teleconferência com analistas.

Com o BNDES, a ALL deve iniciar o processo de discussão sobre a alavancagem e espera ter um novo nível acordado nos próximos meses, afirmou.

Equipe. Junto com a união entre ALL e Rumo vieram mudanças no comando da Cosan. O conselho de administração da Cosan aceitou ontem as renúncias do diretor-presidente Marcos Marinho Lutz e de outros três diretores (das áreas de relações com investidores, infraestrutura e lubrificantes).

O novo presidente da Cosan será Nelson Roseira Gomes Neto, que ocupará também o cargo de diretor de relações com investidores. O conselho de administração também aprovou os nomes indicados para outros dois cargos de direção. / REUTERS e FÁTIMA LARANJEIRA

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