Aloysio Nunes quer convocar envolvidos no caso Panamericano

‘Queremos esclarecer todo esse mistério em torno da operação de salvamento do banco’, disse o senador 

Eduardo Rodrigues e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 14h16

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) protocolou junto à mesa diretora da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado requerimento para que sejam convidados e convocados autoridades e executivos envolvidos no processo de salvamento do banco Panamericano. No requerimento, ele pede a presença do atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini; do ex-presidente da instituição, Henrique Meirelles; da presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho; da diretoria do Banco Fator e de membros do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

"Queremos esclarecer todo esse mistério em torno da operação de salvamento do banco", disse o senador, que não incluiu o antigo dono do Panamericano, o empresário Silvio Santos, porque, segundo Nunes, "isso transformaria a sessão em um espetáculo midiático".

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), no entanto, afirmou que apresentará requerimento para trazer Silvio Santos à comissão. A CAE deverá deliberar sobre os requerimentos somente na próxima semana.

Nunes também apresentou requerimento propondo a criação de uma subcomissão permanente para acompanhamento do sistema tributário. Ele disse que essa é uma atribuição do Senado, que nunca foi efetivamente executada.

Fiscalização

O indicado para a Diretoria de Liquidação e Controle de Operações de Crédito Rural do Banco Central, Sidnei Marques, afirmou que o BC tem um corpo de funcionários capacitados, na área de fiscalização, e destacou que o BC brasileiro é referência internacional na área de supervisão bancária.

Ele destacou, em sabatina hoje na CAE do Senado, que o BC adotou todas as medidas cabíveis e adequadas em relação ao banco Panamericano, tendo em vista a estabilidade financeira e os clientes do banco. Marques disse que a atuação do BC levou a uma negociação privada, que resultou na venda do banco. Ele disse que a fiscalização do BC tem um padrão elevado, mas que não está parada, em termos de melhoramento. Segundo ele, novas metodologias virão, como parte de um processo natural da área de fiscalização.

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