Alstom se recusa a falar sobre investigação de propina

A empresa de engenharia francesa Alstom se recusou a falar de uma ampla investigação conduzida pelas autoridades suíças sobre o pagamento de milhões de dólares em propinas pela empresa para vencer licitações de projetos na América Latina e na Ásia entre 1995 e 2003. Na Suíça, a Alstom afirmou que todos seus porta-vozes estavam "indisponíveis". Na França, a empresa alerta que as investigações estão sendo baseadas em "hipóteses e especulações".Segundo a empresa, a reportagem publicada hoje no The Wall Street Journal (WSJ) apenas repete o que a imprensa alemã e suíça disseram nos últimos meses. "As alegações citam indivíduos que não estão associados ao grupo Alstom desde 2001", afirma a empresa por meio de uma nota."Nenhuma ação legal por qualquer ato de corrupção foi instituído contra a Alstom. A empresa enfatiza que pedidos pelas autoridades suíças por informação e o ato de testemunhar por parte de indivíduos não deve ser confundido com a abertura de casos judiciais", afirmou a empresa."O código de ética da Alstom ordena cumprimento de todas as leis e regras que governam as transações de negócios", afirma a empresa. A Alstom ainda ameaça e alerta que "reserva o direito de lançar processos legais para preservar seus direitos e reputação".Em 2004, apesar dos ataques e suspeitas de corrupção, a empresa foi socorrida praticamente da falência por uma ajuda estatal manobrada pelo então ministro das Finanças, Nicolas Sarkozy, hoje presidente da França.

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