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Alta cúpula de bancos se cala sobre planos econômicos

No setor, não há muito otimismo de que o acordo seja homologado ainda esse ano, mas instituições têm preferido manter uma postura conservadora no intuito de não cantar vitória antes do previsto

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 16h02

Os representantes dos bancos, incluindo o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, deixaram o tradicional encontro de fim de ano do setor bancário sem comentar sobre o acordo dos planos econômicos, fechado na noite de segunda-feira, 11. O silêncio não foi à toa. Todos os representantes combinaram que nenhum comentário sobre o tema seria feito antes da coletiva de imprensa, agendada para o final do dia, em Brasília.

No setor, não há muito otimismo de que o acordo dos planos econômicos seja homologado ainda esse ano. Há uma possibilidade, de acordo com uma fonte, de que o tema seja votado na última reunião do órgão, agendada para a semana que vem, antes do recesso. "Esse é o esforço da ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça", diz uma fonte.

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No entanto, na alta cúpula do setor bancário, que tem preferido manter uma postura conservadora sobre os planos econômicos no intuito de não cantar vitória antes do previsto, a perspectiva dominante é de que o STF só homologue o acordo dos planos econômicos em 2018, em fevereiro, após a pausa de fim de ano. Até mesmo porque, explica uma fonte, o tema é polêmico e, por isso, deveria ser analisado em um prazo maior.

Com a desculpa dos planos econômicos, os presidentes dos bancos que, tradicionalmente usam o almoço de fim de ano da Febraban para fazerem perspectivas para o próximo ano, resolveram se calar sobre todos os assuntos. 

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