Alta da Bolsa em agosto é a maior do ano

A Bolsa encerrou agosto com o melhor desempenho mensal do ano. O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, avançou 3,68% e ocupou a terceira posição no ranking de investimento do mês. A liderança foi do ouro (11,34%), seguido pelo dólar comercial (4,61%) - a moeda americana teve o quarto mês seguido de alta. "Em agosto, o risco de se investir na Bolsa foi compensado", afirmou Michael Viriato, professor do Insper.

LUIZ GUILHERME GERBELLI, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2013 | 02h05

A boa notícia para o investidor também foi a baixa inflação de agosto, que permitiu um ganho real dos principais investimento. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficou em 0,15%, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15)- uma prévia da inflação oficial do País - foi de 0,16%.

Em 2013. O desempenho da Bolsa em agosto não foi suficiente para reverter o resultado ruim acumulado neste ano. O Ibovespa acumula queda de 17,95% e está na última colocação do ranking de investimento de 2013.

"Depois de seis meses de resultado negativo (janeiro e junho), a Bolsa conseguiu acumular dois meses no terreno positivo", comentou Viriato, do Insper. Em julho, o Ibovespa subiu 1,64%.

No ano, o dólar comercial é a melhor aplicação: alta de 16,53%. A valorização da moeda americana em relação ao real tem ocorrido pela sinalização de retirada dos estímulos na economia por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

O segundo melhor desempenho no ano é da caderneta de poupança antiga, cujos depósitos sempre renderam 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR). A aplicação tem rentabilidade acumulada de 4,09%. Depois, aparecem os fundos DI, com ganho médio líquido de 3,9% e o CDB (3,71%).

"Vale ficar nos fundos DI nos casos em que a taxa de administração é de 1,5% para baixo. E quem não conseguir essa taxa pode ir para a poupança. O que não vale é ficar pulando de galho em galho", disse Fabio Colombo, administrador de investimento. "Quem tiver apetite para a Bolsa de Valores pode pensar em aplicar até uns 20% de um dinheiro que não vá precisar mexer", diz Colombo.

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