Alta da gasolina pode levar Fipe a revisar previsão de inflação

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, manteve sua projeção de inflação em 0,44% em outubro e entre 6% a 6,5% para o fechamento do ano. Porém, dependendo do comportamento do preço da gasolina, ele admite revisar suas projeções já na próxima semana.Segundo Picchetti, dados preliminares dos pesquisadores que começam a chegar na Fipe mostram que alguns postos isolados já aumentaram o preço do combustível em até 5%, contra uma sugestão de 1,6% de reajuste dado pela Petrobras.De acordo com ele, desta vez não deverá ocorrer o mesmo procedimento registrado na metade do ano, quando a Petrobras reajustou o preço da gasolina na bomba em 4,5% e os postos, num primeiro momento, elevaram o valor do combustível em até 9%, mas, em seguida, reduziram para a taxa sugerida pela estatal.Ocorre, desta vez, segundo o coordenador da Fipe, que a concorrência entre os postos não terá tempo para derrubar os preços, uma vez que se criou a expectativa de um outro aumento até novembro. "Se isso acontecer, nós vamos rever o impacto da gasolina sobre a inflação e, conseqüentemente, as previsões para o IPC em outubro e em 2004."Destaques dentro do ÍndiceSobre a variação de 0,38% do IPC na segunda quadrissemana, ligeiramente acima da taxa de 0,27% no período anterior, Picchetti disse que ficou dentro do esperado, considerando a sua previsão inicial de 0,44%. Picchetti destacou a variação de 0,93% do grupo Vestuário, que continua refletindo o impacto da entrada da coleção Primavera-Verão na rede varejista da capital paulista.Outro grupo que mereceu atenção do coordenador da Fipe foi o de Transportes, que saiu de uma alta de 0,50% na primeira quadrissemana de outubro para uma variação de 0,64% na segunda prévia. O principal fator de pressão neste segmento foram os preços dos automóveis usados, que subiram 2,30%, exercendo uma pressão de 0,05 ponto porcentual no índice.

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