Alta da gasolina seria imperceptível na inflação, diz Lobão

Ministro diz que ainda não foi definido porcentual para reajuste, mas que aumento será inevitável

NÉLIA MARQUEZ, Agencia Estado

30 de abril de 2008 | 13h10

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quarta-feira, 30, que as informações apresentadas pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, são de que se houver um reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel, "a elevação na inflação será mínima, quase imperceptível". Lobão informou ainda que, na reunião da última terça com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros, Gabrielli não apresentou porcentuais de reajuste. A Petrobras, segundo Lobão, não resiste mais tempo sem este reajuste de preços por conta da alta do petróleo no mercado internacional.        Veja também:        Lula quer solução para preço da gasolina ainda nesta quarta Bernardo diz que Lula pediu mais detalhes sobre combustíveis BC destaca risco de inflação e pode continuar a subir juros Opep diz que preço do petróleo pode chegar a US$ 200 Especialista da Fipe comenta aceleração da inflação  Preço do petróleo em alta  Entenda os principais índices de inflação   Segundo ele, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou encarregado de fazer a análise do ponto de vista técnico-financeiro e econômico. "A decisão dele, junto com o presidente da Petrobras, será definitiva para a nossa concordância (sobre o aumento)", disse o ministro.   Sobre o assunto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que quer uma definição ainda nesta quarta-feira. "Não pode passar de hoje", afirmou. Ele disse que se é para dar aumento, que seja dado logo. Se não, que se diga que não vai dar para acabar com as "especulações". Lobão afirmou que o presidente da Petrobras tem se queixado muito de que, tendo o preço do petróleo no mercado internacional subido 100% nos últimos dois anos, a empresa se sente altamente prejudicada nos seus custos e argumenta que necessita urgentemente de uma recomposição nos seus preços na bomba de gasolina e de diesel no mercado interno.   A última vez que os preços dos combustíveis foram reajustados no País foi em setembro de 2005, quando o barril de petróleo era cotado a US$ 60 no mercado internacional. Esta semana, o barril de petróleo chegou próximo a cotação recorde de US$ 120,00 em Nova York. "É isso que está sendo falado com o ministro da Fazenda e seus assessores para saber, primeiro, se é realmente necessário uma elevação de custos e, se chegar a conclusão da necessidade (do aumento), de quanto será", afirmou.Lobão reafirmou que, por determinação do presidente, a decisão sobre os preços da gasolina e diesel tem que ser tomada ainda hoje. O ministro reconheceu que um possível aumento na gasolina e diesel terá reflexo na inflação mas argumentou que, de acordo com a Petrobrás, o aumento, se houver, terá um impacto quase imperceptível.   (Com Renata Veríssimo, da Agência Estado)

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