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Alta da inflação não preocupa, diz Mantega

Ministro atribui aceleração de índices em agosto a fatores sazonais, como a entressafra de produtos agrícolas

Renata Veríssimo e Fabio Graner, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2031 | 00h00

Mesmo com a alta dos preços em agosto, medida pelo IGP-M e pelo IPCA-15, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a inflação este ano fechará abaixo da meta de 4,5%.Em entrevista concedida após a reunião ministerial, Mantega disse não haver repique inflacionário e previu que os preços voltarão a um nível mais baixo nos próximos meses. Segundo ele, a alta do IGP-M em agosto foi ''''sazonal'''', provocada pela entressafra de alguns produtos agropecuários. ''''O IGP-M subiu um pouco circunstancialmente'''', argumentou.Mantega disse ainda que não há a ''''mais remota possibilidade de o governo precisar utilizar a banda superior da meta de inflação'''', que vai até 6,5%. ''''Com certeza vai ficar abaixo de 4,5%'''', afirmou. Conforme a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a inflação medida pelo IGP-M subiu 0,98% em agosto, ante 0,28% em julho.O resultado ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro. Mas, para o ministro, o avanço do indicador ainda está dentro das previsões do mercado, que projeta uma inflação para este ano de 3,7% a 3,8%. ''''Todo o ano tem entressafra e alguns meses oscilam mais ou menos. São fatores sazonais. Até o momento, não preocupa'''', completou.Na reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os outros ministros, Mantega projetou também que o País vai zerar em dois anos o déficit público (receitas menos despesas incluindo o pagamento de juros da dívida), segundo relato da assessoria do Palácio do Planalto. Mas depois, na entrevista coletiva, o ministro foi mais cauteloso e disse que esse desempenho poderia ocorrer ''''em dois ou três anos''''.''''A rigor, minha previsão sempre foi a de alcançar o déficit nominal zero até o final deste governo, mas não posso prometer que será em dois anos. O fato é que o ritmo é muito bom'''', disse. ''''Com crescimento da arrecadação, as despesas crescendo menos e o País crescendo a taxas maiores, vemos vários fatores conspirando para acelerar a chegada do déficit zero'''', acrescentou Mantega.O ministro da Fazenda também titubeou ao falar sobre o impacto das turbulências internacionais no crescimento da economia. Primeiro, Mantega afirmou que ''''na pior das hipóteses'''' a crise nos mercados poderia afetar negativamente a atividade econômica em 2008.Depois, recuou e disse que se referia às projeções feitas por analistas de mercado, que projetariam perda 0,1 a 0,3 ponto porcentual no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem. Ele reafirmou que continua apostando em uma alta de 5% para a economia no ano que vem.SOCIAL-DESENVOLVIMENTONa reunião ministerial, Mantega afirmou que o País está preparado para enfrentar as turbulências internacionais e alcançou um novo nível de desenvolvimento, que classificou de ''''social-desenvolvimentista''''. Segundo ele, esse novo modelo combina crescimento econômico com distribuição de renda e redução da pobreza. ''''O crescimento é sustentável e se fez a partir da redução da vulnerabilidade do País, que está sendo posta à prova agora com as turbulências internacionais'''', declarou.FRASESGuido MantegaMinistro da Fazenda''''O IGP-M subiu um pouco circunstancialmente''''''''Todo o ano tem entressafra e alguns meses oscilam mais ou menos. São fatores sazonais. Até o momento, não preocupa''''''''A rigor, a minha previsão sempre foi a de alcançar o déficit nominal zero até o final deste governo, mas não posso prometer que será em dois anos''''

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