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Alta da inflação provoca revisões para baixo do PIB

Há uma diminuição do poder de compra da população e, com isso, redução no ritmo de crescimento da economia

Márcia De Chiara, do Estadão,

10 de setembro de 2007 | 18h03

A disparada da inflação dos alimentos que acumula nos três últimos meses alta de 5%, cerca de cinco vezes a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, deverá diminuir o poder de compra da população e reduzir o ritmo de crescimento da economia no ano que vem. Consultorias já começam a revisar para baixo as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) para 2008. Veja mais informações na edição de terça do Estadão. Na quarta-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o crescimento do PIB do 2º trimestre. A expectativa é de que o resultado seja vigoroso, com alta de 5% a 6,5% na comparação com igual período de 2006. Para o fechamento deste ano, a maioria das instituições financeiras ouvidas pelo Boletim Focus, do Banco Central (BC), apontam para um crescimento de 4,71%, um pouco menor que a taxa esperada pelo governo, que é de 5%. O ajuste da projeção para 2008 ainda é pequeno, porém aborta a possibilidade um crescimento mais vigoroso do PIB. Se o otimismo inicial fosse mantido, o País poderia se aproximar da média de crescimento dos demais emergentes, que está na casa de 7% ao ano. O Departamento Econômico do Bradesco, por exemplo, diminuiu de 4,6% para 4,4% a estimativa do PIB para 2008 e ampliou de 4,1% para 4,3% a perspectiva de inflação medida pelo IPCA para o mesmo período. Segundo economistas do banco, antes da eclosão da crise financeira nos Estados Unidos, o cenário era mais otimista. Na semana passada, o próprio BC deu sinais de que o cenário é outro ao desacelerar o corte na taxa de juros básica de 0,5 para 0,25 ponto porcentual. Para a RC Consultores, a perspectiva era de que a taxa básica de juros recuasse para 8,5% e 9% ao ano em dezembro de 2008. Com a crise financeira e a subida da inflação, a consultoria acha que a Selic deve recuar para 10% no fim de 2008.

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