Alta da inflação volta a assustar a Europa

A inflação volta a assustar a Europa. Hoje, a Comissão Européia alertou que a alta nos preços em março deve ser a maior já registrada desde a criação da zona do euro em 1999. Diante de uma queda na confiança, Bruxelas admite que o esforço agora é de se evitar que haja um "espiral inflacionário" no bloco. A zona do euro é composta por 15 países, que têm em comum o euro como moeda.As estimativas da UE apontaram que o índice de preços ao consumidor sofreu uma alta de 3,5% em março em relação ao mesmo período de 2007. A previsão ficou acima do que esperavam os economistas, que indicavam uma alta de 3,3%.O que mais preocupa a Europa, porém, é que essa alta não dá sinal de estar se dissipando. Em fevereiro, a inflação já havia batido em 3,3%, distante do teto de 2% estabelecido pelo Banco Central Europeu (BCE) como a taxa máxima aceitável de inflação. Não por acaso, Bruxelas não esconde a preocupação em ver a alta ser registrada pelo sétimo mes consecutivo.Por enquanto, a UE não divulgou quais setores teriam sido os principais responsáveis pela alta. Mas, com um barril de petróleo tendo atingido US$ 110,00 em março, os combustíveis devem estar entre os motivos da alta, além das commodities.JurosCom a inflação, os mercados praticamente abandonaram as esperanças de ver o BCE anunciar a redução de taxas de juros para dar novo impulso ao crescimento da economia. O dilema entre crescimento e inflação, porém, passou a fazer parte de todos os gabinetes de ministros das Finanças da Europa. De um lado, estão preocupados que uma eventual recessão nos Estados Unidos acabe gerando a perda de empregos na Europa. De outro, se dizem preocupados com a alta nos preços de alimentos e combustível, o que nunca é algo que contribui para ajudar a popularidade de governos.Para complicar ainda mais a situação, a UE anunciou hoje que a confiança na zona do euro caiu para as taxas mais baixas nos últimos dois anos e meio. O indicador de confiança econômica chegou a 99,6 pontos em março, contra 100,2 em fevereiro. O motivo, segundo os europeus, seria as projeções de crescimento mais modesto na UE e na economia mundial em 2008, além de uma redução das demandas no setor de construção e serviços.

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