Alta da Petrobras valoriza fundos

A alta de 5,04% das ações da Petrobras na semana passada agregou maior rendimento aos fundos formados por essas ações. Os fundos com recursos do FGTS acumulavam, de 17 de agosto até quarta-feira, um rendimento médio de 71,95%. Como a cotação do papel cedeu 0,32% na sexta-feira, a valorização atualizada é um pouco menor do que essa média. Os dados são da Associação Nacional dos Bancos de Investimento. Já os fundos com recursos próprios acumulavam uma rentabilidade média de 73,72%, pouco superior à dos fundos de recursos do FGTS por estarem rendendo com base em títulos públicos federais desde o dia 10 de agosto, início da captação.Especialistas prevêem que a ação ordinária (ON, com direito a voto) pode atingir ainda neste ano o valor de R$ 75,00, o que daria uma valorização de 118% para quem comprou a ação com o desconto de 20%. As perspectivas de que os lucros da empresa no segundo semestre deste ano e no ano que vem superem bastante o de R$ 4,5 bilhões do primeiro semestre de 2000 devem contribuir para elevar ainda mais o preço das ações da Petrobras. Outro fator que também pode valorizar estes papéis é a alta do petróleo. Isso poderá fazer com que os analistas reconsiderem suas projeções de preço para o fim deste ano e para 2001. Segundo o gerente de Renda Variável da Sul América Investimentos, André Lapponi, a previsão para o valor da ação no fim do ano era de R$ 60,00, valor alcançado na quarta feira.CautelaAlguns especialistas, diante da elevada valorização em tão pouco tempo das ações das Petrobras, preferem não arriscar uma previsão para a rentabilidade dos fundos em agosto de 2001, quando termina o prazo mínimo para que o aplicador mantenha o desconto total na compra das ações. Segundo o gerente de Finanças da Socopa Corretora, Gregório Mancebo, embora as perspectivas de rendimento serem boas, é importante ressaltar que as ações que fazem parte das carteiras dos fundos são as mesmas negociadas no mercado à vista. Portanto, o rendimento para o longo prazo torna-se imprevisível.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.