Alta da Selic afetará comércio no início de 2005

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) desaprovou a elevação da taxa básica de juros em 0,5 ponto porcentual, de 16,75% para 17,25% ao ano. Abram Szajman, presidente da entidade, se diz preocupado com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e acredita que o impacto na indústria e no comércio será sentido de forma mais nítida no início do próximo ano. "A tendência é de que tenhamos maior restrição de crédito para o consumidor no início de 2005, o que deverá frear as vendas no varejo e, em conseqüência, a produção industrial voltada para o mercado interno, os investimentos e a geração de emprego e renda", diz Szajman. Na análise do presidente da Fecomercio, uma nova alta dos juros não era necessária, uma vez que a economia tem um déficit de emprego e investimentos que precisa ser urgentemente coberto. Diante do arrefecimento nas vendas que já está sendo registrado pelo comércio, a entidade esperava a manutenção dos juros para os próximos 30 dias.

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