Alta das carnes pressiona IPC de setembro

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe-USP), elevou de 0,25% para 0,30% a previsão de inflação para a capital paulista no mês de setembro. Segundo o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Antonio Evaldo Comune, a revisão para mais na estimativa para índice no final do mês está ligada ao avanço mais intenso do que era esperado para o grupo Alimentação, cuja expectativa para setembro também foi ajustada, de uma variação positiva de 0,36% para 0,90%.

Flavio Leonel, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

"A alta do grupo está vindo um pouco mais forte e deve continuar sendo o destaque", comentou o economista à Agência Estado.

Ontem, a Fipe divulgou que a taxa do IPC da segunda quadrissemana de setembro atingiu 0,21%. O resultado foi superior ao verificado na primeira quadrissemana do mês, de 0,15%, e também ficou no teto do intervalo de estimativas coletadas pelo AE Projeções com os economistas do mercado financeiro, de 0,16% a 0,21%.

No levantamento, o instituto informou que o grupo Alimentação apresentou alta de 0,42% ante variação positiva modesta de 0,05% da primeira medição de setembro.

De acordo com a Fipe, a alta do grupo respondeu por 0,10 ponto porcentual (46,65%)da taxa geral de 0,21% do IPC.

Segundo Comune, os principais responsáveis pela aceleração da Alimentação e do indicador geral de inflação foram a carne bovina e o frango.

Entre a primeira e a segunda quadrissemanas de setembro, a alta no valor médio da carne bovina passou de 3,17% para 4,57% e respondeu por 0,11 ponto porcentual da taxa do IPC. No mesmo período, o avanço no preço do frango passou de 3,13% para 4,18% e representou 0,04 ponto porcentual do total da inflação.

Outro item que chamou a atenção do coordenador do IPC foi o pão francês. A elevação no preço médio do item derivado do trigo passou de 0,88%, na primeira quadrissemana, para 1,70% na segunda leitura do mês, respondendo por 0,02 ponto do indicador geral.

Segundo Comune, estes três itens, somados a diminuição gradual da queda nos preços dos alimentos in natura, deverão continuar dando o tom da inflação na capital paulista, puxando-a para 0,25% na terceira quadrissemana e para 0,30% no final de setembro.

Ele ressaltou, entretanto, que, mesmo com a projeção do encerramento do mês sendo aumentada em 0,05 ponto porcentual, o comportamento da inflação em São Paulo segue sem gerar maiores preocupações.

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