Alta das commodities aproxima Bovespa de novo recorde

Principal índice da Bolsa de São Paulo fechou o dia em alta de 0,75%, perto do recorde registrado em dezembro

Claudia Violante, da Agência Estado,

22 de abril de 2008 | 17h53

O novo recorde do petróleo e a alta das commodities metálicas no exterior, além do vencimento de opções sobre ações no mercado doméstico garantiram à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechamento positivo, descolada da queda registrada nas bolsas norte-americanas (e principais praças européias). No melhor momento do pregão, o Ibovespa chegou ainda mais perto do recorde (registrado em 6 de dezembro passado - 65.790,8 pontos), ao subir 1,18%, aos 65.689 pontos. Mas diminuiu um pouco os ganhos e fechou em 0,75%, aos 65.412 pontos. Na mínima do dia, operou estável, aos 64.922 pontos. Com o desempenho desta terça, os ganhos acumulados em abril foram para 7,29% e os de 2008, para 2,39%. O volume financeiro totalizou R$ 9,927 bilhões (preliminar), dos quais R$ 4,177 bilhões (preliminar) referiram-se ao exercício de opções sobre ações. O exercício se estendeu pela tarde, já que às 11h32 o sistema MegaBolsa, de negociação dos ativos da Bovespa, saiu do ar e só retornou às 13h10. A Bolsa, assim, levou o vencimento de opções para o período de 14h10 às 15h40 e, com isso, restou pouco tempo ao pregão doméstico para reagir à queda das bolsas internacionais. No período remanescente do exercício, petróleo e metais garantiram a elevação das empresas relacionadas. Petrobras ON subiu 1,16% e PN, 1,06%. O petróleo fechou em alta de 1,61%, a US$ 119,37, outro recorde, assim como o teto negociado no intraday, de US$ 119,90 em Nova York.  O aumento do óleo foi puxado pelos sinais de forte demanda da China, problemas na oferta - com os ataques a unidades petroleiras na Nigéria -, e temores com o cenário da oferta da Arábia Saudita, depois que o país confirmou que congelou os planos de qualquer nova expansão da capacidade, além da meta dos 12,5 milhões de barris/dia que o país deve atingir no próximo ano. Vale também fechou em alta - +3,26% as ON e +2,42% as PNA -, no mesmo sentido dos metais negociados em Londres. A fraqueza do dólar, o preço recorde do petróleo e a greve em andamento no Chile justificam a alta destes produtos. Estados Unidos Nos Estados Unidos, as bolsas terminaram em queda firme, pelo segundo dia consecutivo - à exceção de do Nasdaq, que ontem subiu. As perdas no final foram menores do que as registradas no pior momento do dia. Dow Jones recuou 0,82%, S&P, -0,88%, e Nasdaq, -1,29%. Os motivos do declínio lá foram os mesmos que pautaram muitos tombos outrora: indicadores fracos e balanços ruins. A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos EUA informou que as vendas de imóveis usados caíram 2% em março, para a média anual não revisada de 4,93 milhões. O dado ficou em linha com as previsões dos analistas. Já o Federal Reserve de Richmond anunciou que seu índice de atividade no segmento de manufatura caiu para 0 em abril, de 6 em março. Dados acima de zero indicariam crescimento da atividade.

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