Alta das commodities pára usinas no leste europeu

Usinas de etanol enfrentam uma pane seca no leste europeu. Investidores montaram, nos últimos dois anos, usinas de etanol apostando no crescimento do setor em países como República Checa e Hungria. Mas, com a alta nos preços dos cereais e outros produtos, as usinas não estão conseguindo comprar a matéria-prima. Algumas estão fechadas desde o início do ano e investidores afirmam que isso prova que a produção do etanol europeu não é eficiente e só pode ocorrer com volume importante de subsídios. A seca que atingiu o leste europeu complicou ainda mais a situação dos usineiros.Na República Checa, os usineiros rejeitam a tese de que são os responsáveis pela alta no valor dos alimentos. Para a Câmara de Agricultura do país, a produção de etanol também sofre ao ter de pagar mais pela matéria-prima. A alta nos preços dos cereais na República Checa chegou a 400% em dois anos.A Ethanol Energy interrompeu a produção do biocombustível a partir de açúcar de beterraba em novembro. A usina fica na região da Boêmia e custou 40 milhões. Hoje, as empresas que usavam o seu etanol são obrigadas a importar dos Estados Unidos ou Brasil. Na Hungria, 30 usinas foram construídas em 2007. Agora, só duas estão operando, com capacidade de produção de 200 milhões de litros. Uma das que fecharam é a sueca Sekab, que previa investir US$ 600 milhões. Os húngaros querem mais subsídios terão para compensar a alta das commodities. O próprio governo está desistindo de destinar 2,5 milhões de toneladas de grãos para o etanol.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.