Alta de alimentos faz Fipe elevar projeção do IPC

Previsão para o mês de setembro foi revisada de 0,30% para 0,45% pelo coordenador do índice, que calcula a inflação para a cidade de São Paulo

Flavio Leonel, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2010 | 00h00

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Antonio Evaldo Comune, elevou ontem, de 0,30% para 0,45%, a previsão de inflação para a cidade de São Paulo para o encerramento do mês de setembro.

Em entrevista à Agência Estado, ele disse que, mais uma vez, a revisão na expectativa foi motivada pelo aumento mais rápido e intenso que o esperado para o grupo Alimentação, cuja estimativa para setembro também foi ajustada, de uma alta de 0,90% para 1,43%.

Ontem, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que a taxa do IPC da terceira quadrissemana de setembro atingiu 0,35% na capital paulista. O resultado foi superior ao da segunda quadrissemana, de 0,21%. Também ficou acima das expectativas coletadas pelo serviço AE Projeções com economistas do mercado financeiro, que variavam de 0,25% a 0,30%; e superou a estimativa da própria Fipe, que esperava 0,25% para o período.

O grupo Alimentação apresentou elevação de 1,00% ante variação positiva de 0,42% da segunda medição de setembro. Sozinha, esta alta da Alimentação respondeu por 0,23 ponto porcentual, ou 65,38%, de toda a inflação da terceira quadrissemana de setembro. "A Alimentação está subindo mais rápido do que a gente esperava", comentou. "E vem coisa mais pesada daqui para frente", adiantou.

De acordo com o coordenador do IPC, apesar da intensidade mais forte na alta da Alimentação, os fatores para o movimento foram basicamente os mesmos da quadrissemana anterior: o aumento nos preços da carne bovina e do frango, além da queda cada vez menor dos preços dos alimentos in natura.

"A alta da carne está ligada a oferta menor por causa da entressafra mais severa. O aumento do frango está ligado ao preço mais alto das rações que estão atreladas às commodities, como o milho e a soja", explicou, acrescentando que a recuperação no preço dos alimentos in natura é um movimento natural após a sequência de quedas fortes observadas nos últimos meses.

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