Alta de alimentos leva IPCA a maior maio desde 1996

A inflação pelo Índice Nacionalde Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou a previsão domercado e registrou em maio a maior taxa para meses de maiodesde 1996, pressionada mais uma vez pelos alimentos. O índice subiu 0,79 por cento no mês passado, a maiorvariação mensal registrada desde abril de 2005, seguindo oavanço de 0,55 por cento apurado no mês anterior, informou oInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nestaquarta-feira. Analistas consultados pela Reuters esperavam inflação de0,66 por cento, de acordo com a mediana de 25 estimativas, queficaram entre 0,50 e 0,71 por cento. O IBGE informou que o grupo Alimentos e bebidas foiresponsável por 54 por cento do IPCA de maio, ao registraravanço de preços de 1,95 por cento no período, ante alta de1,29 por cento em abril. O destaque foi o aumento do arroz, de 19,75 por cento, amaior contribuição individual. Seguiram-se as altas do pãofrancês, de 4,74 por cento, e das carnes, de 3,45 por cento. "Poucos alimentos escaparam da alta generalizada, sendo asfrutas e o feijão carioca as exceções a serem destacadas",disse o IBGE em nota. No ano, o grupo dos produtos alimentícios acumula avanço de6,40 por cento, bem acima da variação registrada no mesmoperíodo do ano passado, de 2,81 por cento. Fora do grupo alimentação, as maiores altas de preçosvieram de serviços bancários e artigos de limpeza. No ano, o IPCA acumulou alta de 2,88 por cento e nosúltimos 12 meses, de 5,58 por cento. Entre janeiro e maio de2007, a alta acumulada havia sido de 1,79 por cento. O IPCA é utilizado pelo Banco Central para balizar apolítica de metas de inflação. Para 2008, a meta definida é de4,5 por cento, com margem de variação de dois pontospercentuais, para cima ou para baixo. (Por Rodrigo Viga Gaier; Texto de Vanessa Stelzer; Ediçãode Renato Andrade)

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