Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Alta de imposto chega primeiro às empresas

ALEXA SALOMÃO, O Estado de S. Paulo

11 Maio 2015 | 05h00

Segundo os economistas, há outra razão para se optar pela elevação de impostos: é mais rápido e menos perceptível para o cidadão. O governo tem certa autonomia para elevar as taxas e a maioria dos aumentos recai sobre as empresas para, só depois, chegar às pessoas comuns. Cerca de 75% da alta prevista pelo IBPT é aplicada sobre o setor privado.


Segundo o economista Bernard Appy, o cidadão pode ter a ilusão de que a conta ficou para as empresas, mas, na prática, boa parte acaba no seu bolso. “Parte da alta chega ao consumidor via aumento de preços. Mas as empresas também podem ter queda na lucratividade, porque nem tudo pode ser repassado”, diz. “O tamanho da conta que chega ao consumidor vai depender do contrato que fizeram e do mercado em que atuam.” 

Na lista de medidas que vão elevar os impostos sobre o setor privado estão a redução do Reintegra,  o aumento de Cide e PIS/Cofins sobre combustíveis, a elevação das alíquotas da contribuição previdenciária sobre a receita bruta das empresas (substitutiva da contribuição sobre a folha de pagamentos), a elevação da alíquota de PIS/Cofins sobre importações de 9,25% para 11,75%, a Cobrança do IPI também para o atacadista no setor de cosméticos e a cobrança de PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas financeiras de empresas do regime de apuração não cumulativa – que pode gerar várias contestações judiciais.

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