Alta de juros não afetaria economia, diz Miguel Jorge

Para ministro do Desenvolvimento, eventual alta não prejudicaria a população que precisa quitar financiamentos

Jamil Chade e Tania Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

13 de abril de 2008 | 15h10

A economia brasileira não sofrerá se ocorrer uma alta das taxas de juros. A afirmação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que deixou claro que um eventual aumento não afetaria a população que tem financiamentos a serem quitados. "Ninguém gosta de uma alta das taxas de juros. Mas não vejo como uma alta de 0,25% ou 0,5% poderia ter um impacto tão grande naqueles que têm prestações a pagar. Os impactos de uma alta de 0,25% seriam pequenos para o desenvolvimento da economia", afirmou o ministro antes de deixar Praga, onde participou da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veja também:   Em Praga, Lula nega sinal verde a aumento dos juros Especial sobre a crise de alimentos  Celso Ming explica a alta da inflação  Economia global vive situação entre 'gelo e fogo', diz FMI Produção maior é saída contra inflação, diz Lula ONU pede medidas urgentes contra inflação de alimentos Entenda os principais índices de inflação Jorge admite que um dos debates tem sido o impacto sobre os consumidores que fizeram financiamentos nos últimos meses, quando a taxa de juros estava em ritmo de queda. "Fala-se daqueles que compraram carros com o prazo de pagamento de 60 meses. Mas os cálculos mostram que a alta de 0,25% significaria um aumento pequeno nas prestações mensais. Ninguém deixa de comprar um carro por uma alta de 0,25% na taxa Selic", disse Jorge. Na sexta-feira, em Amsterdã, Lula já havia afirmado que a economia teria como enfrentar uma alta dos juros. Já no sábado, em Praga, deixou claro que seria "louco" quem estivesse sugerindo que ele estaria dando um sinal verde para a alta de juros.Para Jorge, a economia "está sólida". "Pela primeira vez estamos fazendo as coisas de uma maneira correta e certa", disse. "Não estamos apostando com a economia brasileira", afirmou. "Houve muita irresponsabilidade fiscal antes. O que temos feito é garantir essa responsabilidade, com efeitos muito importantes."

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