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Alta de metais e commodities impulsiona bolsas da Ásia

Maioria dos mercados registra resultados positivos nesta segunda, puxados por um novo recorde do ouro

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

23 de novembro de 2009 | 08h39

A maioria dos mercados asiáticos apresentou resultados positivos nesta segunda-feira, 23. As bolsas da região foram influenciadas pela alta nos preços das commodities e por um novo recorde do ouro. O metal atingiu pico a US$ 1.166,42 a onça, beneficiando-se de seu status de ativo seguro. O petróleo e o cobre subiam em meio a um dólar fraco e a preocupações sobre oferta. Não houve negociações na Bolsa de Tóquio por ser feriado.

 

A presença de investidores em busca de ofertas em ações do setor financeiro chinês fez a Bolsa de Hong Kong fechar em alta, após quatro sessões consecutivas de perdas. O índice Hang Seng subiu 315,55 pontos, ou 1,4%, e terminou aos 22.771,39 pontos. O rali foi liderado por China Construction Bank, em valorização de 4,1%, e Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), que disparou 3,3%. Bank of China adicionou 1,9%. Entre as seguradoras, China Life Insurance ganhou 2,5% e Ping An Insurance faturou 4,5%.

 

As Bolsas da China retomaram o sinal positivo, lideradas pelas ações de produtores de metais e de carvão devido à contínua elevação dos preços dos recursos naturais. O índice Xangai Composto ganhou 0,9% e encerrou aos 3.338,66 pontos. Já o Shenzhen Composto subiu 1,5% e terminou aos 1.227,26 pontos. Shandong Gold-Mining avançou 4,4% e Jiangxi Copper adicionou 2,7%. China Shenhua Energy faturou 1,1% e Datong Coal Industry teve alta de 2,3%.

 

A demanda por dólares no final do dia por parte de clientes de bancos puxou o yuan para baixo frente à divisa norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou a 6,8301 yuan, seu maior nível de fechamento desde 3 de setembro e em alta em comparação com o fechamento de sexta-feira, a 6,8278 yuan.

 

Com fraco volume de negociações, a Bolsa de Taipé, em Taiwan, apresentou ligeira alta. O índice Taiwan Weighted subiu 0,1% e encerrou aos 7.687,15 pontos. Destaque para o setor eletrônico, com Hon Hai em elevação de 2,2% e Compal avançando 0,7%. Yuanta baixou 1,1% e Powerchip perdeu 4,1%.

 

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, fechou praticamente estável, dividida entre as perdas em ações de montadoras e ganhos no setor bancário. O índice Kospi recuou apenas 0,1% e fechou aos 1.619,05 pontos. As montadoras foram prejudicadas pela valorização do won diante do dólar. Hyundai Motor caiu 2% e Kia Motors, 1,7%. A expectativa de que os lucros dos bancos continuem a aumentar no ano que vem puxou KB Financial Group para uma alta de 1,4%, enquanto Shinhan Financial Group avançou 0,8%. Realizações de lucros derrubaram as ações das empresas de transporte marítimo: STX Pan Ocean desceu 4,2% e Korea Line cedeu 2,6%.

 

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,7% e fechou aos 4.717,0 pontos. Segundo traders, a queda das bolsas de Nova York na sexta-feira foi menor do que a esperada pelo mercado. BHP Billiton ganhou 1,1% e Rio Tinto subiu 3,6%, ajudadas pela valorização do cobre na Bolsa de Metais de Londres.

 

O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, teve ligeira queda de 0,2%, fechando aos 3.059,57 pontos.

 

A Bolsa de Cingapura terminou em novo recorde de alta este ano, liderado por bancos e fabricantes de equipamentos pesados. O índice Straits Times subiu 1,3% e fechou aos 2.797,88 pontos.

 

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,2% e fechou aos 2.481,41 pontos, com realizações de lucros por fundos estrangeiros.

 

Às 7h45 (de Brasília), o índice SET da Bolsa de Bangcoc cedia 0,70% e estava em 690,41 pontos.

 

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,3% e fechou aos 1.270,88 pontos, com a ausência de fatores que estimulassem negócios. As informações são da Dow Jones.

 

(com Reuters)

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