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Alta de preços afeta mercado de bebidas

A necessidade de a indústria brasileira de bebidas reajustar os preços de seus produtos em meio ao atual cenário macroeconômico do País pode dificultar as vendas do setor no primeiro semestre de 2015. Na avaliação de analistas, mesmo com o consumidor mais sensível a alterações de preços, as empresas devem repassar o aumento dos impostos e dos custos para o produto final, o que pode comprometer o volume de vendas.

GABRIELA VIEIRA , O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2015 | 02h03

"O ano de 2015 será desafiador, mas a nossa perspectiva é de que o setor retome o crescimento a partir da segunda metade do ano", afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), Paulo Petroni. "O primeiro semestre tende a ser o mais desafiador, justamente porque a indústria terá de passar por uma acomodação da questão tributária e das pressões de custos", explica o vice-presidente de marketing da Brasil Kirin, Douglas Costa. O executivo considerou que o porcentual do reajuste dos preços das bebidas neste ano dependerá da concorrência.

Resultado de uma longa negociação com o governo federal, o novo modelo tributário incidente sobre o segmento de bebidas frias deve começar a valer neste mês. A desvalorização do real frente ao dólar também deve pesar sobre os custos da indústria. Na produção de cervejas, por exemplo, cerca 30% a 40% dos insumos são importados.

Segundo analistas, muitas companhias já adiantaram o aumento dos preços no fim do ano passado. Segundo levantamento do Bank Of America Marril Lynch, em novembro a Ambev reajustou em cerca de 10% os preços de suas cervejas. "Mas grande parte dos bares e supermercados não repassou a alta e deve esperar até o carnaval, o que mostra a sensibilidade dos consumidores em relação aos preços", diz o relatório.

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