Daniel Teixeira/Estadão
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Alta de tarifas de transporte aéreo inviabiliza entrega de jornais

Tanto ‘Estadão’ quanto 'Folha’ suspenderam entregas após aéreas reajustarem transporte de cargas em até 1.300%

Da Redação, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2020 | 05h00

O reajuste de tarifas em até 1.300% para transporte de cargas pelas companhias aéreas Latam e Gol acarretou a suspensão da entrega de exemplares físicos dos maiores jornais de São Paulo em cidades de outros Estados. A alta de preços e o corte de 92% dos voos inviabilizam a distribuição tanto em termos de custos quanto de previsão de entrega, afirma o gerente de logística do Grupo Estado, Eliomar Antônio Limeira. Também houve impactos no jornal O Globo, com sede no Rio.

O problema começou no início da semana passada. A primeira a reajustar os preços foi a Latam, o que fez as companhias buscarem voos da Gol, segundo Limeira. Dois dias depois, essa companhia também reajustou os preços. Bens ligados à informação e à cultura, como jornais, revistas e livros, pagavam a chamada tarifa “001”, a mais barata do mercado. Com a crise do coronavírus, os jornais passaram a ter de pagar o preço “próximo embarque”, que é a mais cara do setor.

A alta nos preços superou a marca de 1.000% em vários destinos, de acordo com o executivo. No caso de Porto Alegre, o preço de envio dos exemplares distribuídos na capital gaúcha passou de R$ 75 para R$ 1.099 – uma disparada de 1.365%. Em outras capitais, com menor fluxo de voos, simplesmente os trechos diários deixaram de existir, o que inviabilizou totalmente a distribuição. 

“As empresas disseram que tudo deve se normalizar em dois meses, mas não temos este tempo”, diz Limeira. “Por enquanto, estamos recomendando aos nossos clientes que acessem a versão digital do jornal.”

Para amenizar o problema e garantir a distribuição, a SPDL, parceria entre Estadão e Folha na área de distribuição, definiu o atendimento de algumas cidades por meio de uma complexa distribuição rodoviária – caso de Porto Alegre e Brasília, segundo o executivo do Grupo Estado. As capitais mais próximas de São Paulo, como Rio de Janeiro e Curitiba, já eram atendidas por modal rodoviário, que segue operando normalmente.

O que dizem as aéreas

Em nota, a Latam ponderou que a crise do coronavírus é “sem precedente”. A empresa disse ter adotado medidas de ajuste visando à sustentabilidade de seu negócio. A Gol afirmou que, com o corte de mais de 90% de voos, está mantido apenas o atendimento essencial, tanto no transporte de passageiros quanto no de cargas.

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